‘É um palpite, se vai chover hoje ou fará sol amanhã’

‘É um palpite, se vai chover hoje ou fará sol amanhã’

Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes minimiza peso das declarações do ministro da Justiça Alexandre de Moraes que, domingo, 25, disse que 'essa semana' ia ter Lava Jato

Mateus Coutinho, Julia Affonso e Fausto Macedo

26 de setembro de 2016 | 17h14

Alexandre de Moraes (esq) e Gilmar Mendes (dir). Foto: Estadão

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta segunda-feira, 26, que ‘não acredita’ que o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, tenha recebido da Polícia Federal informação privilegiada sobre a Operação Omertà, desdobramento da Lava Jato que culminou com a prisão de Antonio Palocci – ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil nos governos Lula e Dilma.

“Não acredito que haja esse tipo de privilégio. Na verdade, a Polícia Federal, nesse caso, funciona como Polícia Judiciária. Então, não acredito que, inclusve, o profissionalismo da Polícia Federal permitisse esse tipo de informação sigilosa, uma ordem judicial”, declarou Gilmar Mendes, em São Paulo, pouco antes de participar de um evento do Instituto do Direito Público.

No domingo, 25, Alexandre de Moraes declarou a movimentos populares em Ribeirão Preto (SP) que ‘essa semana’ a Lava Jato iria continuar.

Nesta segunda, 26, amparada em ordem do juiz federal Sérgio Moro, a PF deflagrou a Operação Omertà e prendeu Antonio Palocci, que foi prefeito de Ribeirão Preto antes de ocupar os mais importantes Ministérios dos governos Lula e Dilma.

Ao ser indagado se as declarações de Moraes não significam que ele teve algum tipo de informação privilegiada, o ministro do Supremo disse. “Eu tenho a impressão que é um pouco daquele tipo de palpite, vai chover hoje ou fará sol amanhã. Alguma coisa desse tipo. E sempre se pode errar ou acertar.”

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