É possível alinhar resultados e propósito em uma organização?

Iago Maciel*

19 de abril de 2018 | 04h00

Com o mercado cada vez mais concorrido, a busca incessante por produtividade e por resultados significativos são almejados a todo custo. Por isso, inúmeros líderes se desgastam elaborando planos estratégicos e os colaboradores se focam em alcançar essas metas, porém, um fator fundamental é deixado de lado: o propósito. Enxergar o motivo de suas ações é primordial, independente do nível hierárquico e do tipo de carreira. Mais detalhadamente, é ultrapassado pensar que o propósito de uma empresa pode ser substituída por salários e lucros.

Alinhar resultados com propósito é algo que soa desafiador, mas que é possível. Primeiramente, é necessário fazer uma análise e compreender do que se trata esse “misterioso” propósito profissional. Para elucidar essa busca, algumas questões sempre surgem: O que se deseja realizar? Como estou lidando com essa aspiração? E nem adianta argumentar que não há nenhuma vontade, sabemos que isso não é verdade.

De maneira mais abrangente, pensar no que move uma organização se trata de uma perspicácia que envolve mercado, execução e pessoas. Além disso, ao ter um propósito, a instituição consegue passar uma imagem mais comprometida perante a sociedade, aumentando a credibilidade. No caso de uma situação contrária, o desalinho entre propósito de resultado pode criar certa insegurança na hora dos próximos passos da empresa.

Durante toda minha trajetória como empresário júnior, assimilei que o equilíbrio entre resultados e propósito deve funcionar como a base do trabalho. O próprio movimento é movido pelo o objetivo de tornar nosso país mais empreendedor, ético e transparente. Esse feito se desdobra em toda equipe, que consegue compreender qual papel está desempenhando e se torna mais engajada. Não adianta investir pesado em outras áreas da empresa se os colaboradores se sentem sem rumo.

Sendo assim, é importante dar voz e autonomia a todos, e entender quais são as carências que devem ser superadas. Esse entendimento é crucial para estruturar um negócio, avaliar seus objetivos, enxergar seu foco e planejar as próximas etapas. E então trabalhe de forma persistente para difundi-la. Assim, estimula-se uma cultura de colaboração, de fomento de ideias inovadoras e da crença de que a equipe faz a parte de algo maior. Uma vez que forem valorizados, a colaboração dos funcionários é notável, seja para apontar novas estratégias ou na melhoria dos processos.

*Presidente da Brasil Júnior (Confederação Brasileira de Empresas Juniores)

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