É com diálogo que se constrói uma grande nação, diz Toffoli

É com diálogo que se constrói uma grande nação, diz Toffoli

Leia a íntegra do discurso do presidente do Supremo Tribunal Federal, em sessão solene nesta quarta, 3

Redação

03 de abril de 2019 | 20h50

Dias Toffoli. Foto: Nelson Junior

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, defendeu, durante sessão solene nesta quarta-feira, 3, que o ‘diálogo construtivo’ assuma o lugar da ‘agressão e do ódio’. O evento foi marcado pelo manifesto de 160 entidades, entre elas a Ordem dos Advogados do Brasil, que repudiaram ataques contra ministros da Corte.

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O presidente da Corte fez uma menção direta a Maia sobre o “esforço” do presidente da Câmara em reconhecer a importância do diálogo, citando também o presidente da OAB.

Toffoli afirmou que é preciso ser firme na defesa do Supremo porque a Corte é a guardiã do pacto fundante no Brasil. “Ao fazermos isso, estamos defendendo a própria democracia, a liberdade e os direitos fundamentais”, disse.

“É preciso que o diálogo construtivo e transformador assuma definitivamente o lugar da agressão e do ódio, que não devem entrar em nossa sociedade”, continuou Toffoli, afirmando que “agora, mais do que nunca, sociedade civil e Poderes da República precisam seguir o caminho desse diálogo transformador” para buscar “o desenvolvimento do País, ao equilíbrio fiscal, à segurança e à redução das desigualdades sociais”, completou o presidente.

Em edição extra do Diário da Justiça Eletrônico, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, convocou a sessão solene para realização do ato, que conta com o apoio de entidades como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Confederação Nacional do Transporte, Febraban, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical. De acordo com o comunicado, a entrega do manifesto em apoio ao STF foi solicitado pelo Conselho Federal da OAB.

O ato soma mais uma reação aos ataques e ameaças contra a Corte que, inclusive, ensejaram a abertura de um inquérito criminal por Toffoli. Uma das frentes da investigação apura a existência de esquemas de financiamento e divulgação em massa nas redes sociais que tenham o objetivo de lesar a independência do Poder Judiciário.