Dos bistrôs de Paris ao pão com manteiga de Bangu, a nova rotina de Sérgio Cabral

Dos bistrôs de Paris ao pão com manteiga de Bangu, a nova rotina de Sérgio Cabral

Ex-governador do Rio foi levado para o presídio na noite de quinta-feira, 17, após ser preso na Operação Calicute, etapa da Lava Jato; almoço e jantar tem arroz ou macarrão, feijão, farinha, carne branca ou vermelha (carne, peixe, frango), legumes, salada, sobremesa e refresco

Julia Affonso, Mateus Coutinho, Fausto Macedo e Ricardo Brandt

18 de novembro de 2016 | 08h25

Sérgio Cabral e colegas de Governo em Paris. Fotos: Reprodução

Sérgio Cabral e colegas de Governo em Paris. Fotos: Reprodução

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária informou no fim da noite desta quinta-feira, 17, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) ‘deu entrada na Cadeia Pública José Frederico Marques, porta de entrada no sistema’. Segundo a pasta, o peemedebista em seguida foi para Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, ambas no Complexo de Bangu.

“Cabe ressaltar que a última unidade é destinada a pessoas que possuem nível superior”, informou.

De acordo com a nota da Secretaria, o cardápio de almoço e jantar é composto por: arroz ou macarrão, feijão, farinha, carne branca ou vermelha (carne, peixe, frango), legumes, salada, sobremesa e refresco.

“O desjejum é composto por pão com manteiga e café com leite. Já o lanche é um guaraná e pão com manteiga ou bolo”, diz a nota.

“A Seap informa ainda que todos os internos do sistema penitenciário fluminense são tratados de forma igualitária, com direito a banho de sol, refeições e visitas após o cadastramento.”

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A Secretaria informou que o ‘tamanho das celas são de acordo com o que determina a Lei de Execuções Penais’. A área mínima, segundo a legislação, é de 6m².

A investigação da força-tarefa do Ministério Público Federal apura pagamento de vantagens indevidas a Sérgio Cabral, em decorrência do contrato celebrado entre a Andrade Gutierrez e a Petrobrás, sobre as obras de terraplanagem no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). A força-tarefa da Lava Jato, no Rio, investiga corrupção na contratação de diversas obras conduzidas no governo do peemedebista, entre elas, a reforma do Maracanã para receber a Copa do Mundo de futebol de 2014, o PAC Favelas e o Arco Metropolitano, financiadas ou custeadas com recursos federais.

De acordo com a Procuradoria, apura-se, que, além das empreiteiras Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia, outras empresas consorciadas para a execução das obras também teriam efetuado pagamentos de valores solicitados a título de propina, em patamar preliminarmente estimado em R$ 224 milhões.

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