Doria diz que “põe a mão no fogo” por Alckmin

Doria diz que “põe a mão no fogo” por Alckmin

Prefeito paulistano avalia que citações de delatores da Odebrecht ao governador de São Paulo não o enfraquecem na tentativa de se cacifar como candidato do PSDB à Presidência em 2018

Valmar Hupsel Filho

24 de abril de 2017 | 21h09

O governador Geraldo Alckmin e o prefeito João Doria. FOTO: FELIPE RAU/ESTADÃO

O governador Geraldo Alckmin e o prefeito João Doria. FOTO: FELIPE RAU/ESTADÃO

O prefeito de São Paulo, Joao Doria (PSDB), disse na noite desta segunda-feira, 24, que ‘põe a mão no fogo’ por Geraldo Alckmin (PSDB), seu padrinho político, mesmo após a citações ao nome do governador por delatores da Operação Lava Jato. “Eu ponho a mão no fogo por ele, Geraldo Alkmin. Como cidadão, como pai, como amigo e como homem público”, disse o prefeito.

Alckmin foi citado por três delatores da Odebrecht. Os executivos afirmaram à Procuradoria-Geral da República que o governador usou o cunhado para receber R$ 10 milhões repassados via setor de Operações Estruturadas, identificado pelos investigadores como propinas da empreiteira. Alckmin nega.

As informações constam de manifestação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal. O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, encaminhou o caso para o Superior Tribunal de Justiça, foro competente para investigar governadores.

Pouco antes de participar de um jantar oferecido pela Fundação Conselho Espanha-Brasil, em São Paulo, Doria disse que o governador saberá fazer sua defesa das acusações. “Tenho muita convicção que ele saberá fazer sua defesa e será absolutamente isentado de qualquer situação que o implique na Lava Jato”, afirmou.

Doria afirmou não crer que as citações a Alckmin o enfraqueçam na tentativa de se cacifar como candidato do PSDB à Presidência em 2018. E voltou a dizer que o governador de São Paulo é o “candidato natural”.

O prefeito disse que conversa apenas sobre ‘gestão’, e que o tema política não é tratado em suas interlocuções diárias com o governador “A conversa não é de política. É de gestão. O tema político não é pauta e nunca foi. Discutimos de forma muito objetiva os temas comuns de cidade e de estado”, disse. “Nem ele ele provoca esse assunto nem eu”, completou.

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