‘Doleiro dos doleiros’ deixa a sede da PF no Rio, onde passou a noite

‘Doleiro dos doleiros’ deixa a sede da PF no Rio, onde passou a noite

Preso ontem em São Paulo, Dario Messer irá para o mesmo complexo penitenciário em que está o ex-governador Sérgio Cabral

Caio Sartori / RIO

01 de agosto de 2019 | 11h06

Dário Messer, considerado o ‘doleiro dos doleiros’. Foto: Facebook/Reprodução

Preso nesta quarta-feira, 31, em São Paulo, o “doleiro dos doleiros”, Dario Messer, saiu na manhã desta quinta-feira da sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro, onde passou a noite, deve ir para Bangu após passar por etapas protocolares do sistema penitenciário. O complexo é o mesmo em que está preso o ex-governador Sérgio Cabral. Acusado de ser o líder de um esquema de doleiros que lavavam dinheiro para o emedebista, Messer estava foragido desde maio de 2018, quando teve prisão decretada pelo juiz Marcelo Bretas no âmbito da operação Câmbio, Desligo.

A operação foi deflagrada contra um esquema de movimentação de recursos ilícitos no Brasil e no exterior por meio de operações dólar-cabo, entregas de dinheiro em espécie, pagamentos de boletos e compra e venda de cheques de comércio. A investigação aponta que, somente no âmbito do que foi apurado pela Câmbio, Desligo, Messer teria enviado cerca de 1,6 bilhão de dólares para o exterior.

A delação dos doleiros Vinícius Vieira Barreto Claret, o Juca Bala, e Cláudio Fernando Barbosa, o Tony, resultou na operação — que tinha como principal alvo Dario Messer, apontado como controlador de um banco em Antígua e Barbuda com 429 clientes, até meados de 2013. Ele era citado pelas delações de Juca e Tony.

Outras delações, estas feitas por familiares de Messer, ajudaram os investigadores na procura pelo doleiro, que chegou a fugir para o Paraguai, onde também foi alvo de mandado de prisão. A multa paga pelo filho dele, Dan Messer, é a maior já paga por uma pessoa física no âmbito da Lava Jato, segundo os procuradores da força-tarefa do Rio: R$ 270 milhões. Desse total, R$ 240 milhões já estão com a Justiça e serão ressarcidos aos cofres públicos.

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