Disney Rosseti assume hoje chefia da PF em São Paulo

Rosseti substitui o delegado Roberto Troncon, agora adido em Londres, no comando de uma das mais importantes unidades da corporação no País

Redação

24 de setembro de 2015 | 10h35

Disney Rosseti. Foto: Sindipol/DF

Disney Rosseti. Foto: Sindipol/DF

Por Fausto Macedo e Julia Affonso

O delegado Disney Rosseti assume hoje a chefia da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. Após exercer a função de adido policial federal na Embaixada do Brasil em Roma – missão encerrada no dia 27 de julho -, Rosseti substitui o delegado Roberto Troncon, agora adido em Londres, no comando de uma das mais importantes unidades da corporação no País. A PF em São Paulo concentra o maior efetivo e é base de emblemáticas operações contra o colarinho branco, crime organizado, delitos financeiros, contrabando, narcotráfico e crimes ambientais.

Rosseti exibe um currículo com passagens por setores estratégicos da PF. Antes da Itália ele foi superintendente da PF em Brasília e diretor da Academia Nacional de Polícia, a famosa escola da PF.

Ex-delegado da Polícia Civil de Minas Gerais, Rosseti ingressou na PF em janeiro de 1999, lotado inicialmente na Superintendência no Mato Grosso, onde chefiou o Núcleo de Combate ao Crime Organizado.

Posteriormente, ele trabalhou na Divisão de Operações de Inteligência Policial e na Divisão de Contra-Inteligência Policial da Diretoria de Inteligência, em Brasília. Disney Rosseti é instrutor da disciplina de operações de inteligência, nos cursos de formação da Academia e da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência).

Sob a gestão do antecessor de Disney Rosseti, delegado Roberto Troncon, a PF desencadeou investigações, como a Operação Porto Seguro – sobre suposto esquema de venda de pareceres técnicos de órgãos públicos federais -, em novembro de 2012. A Porto Seguro atribuiu formação de quadrilha, tráfico de influência e corrupção passiva à ex-chefe do Gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, indicada para o cargo em 2003 por seu amigo, o então presidente Lula. No processo, Rose negou a prática de ilícitos.

Em sua gestão, Troncon sugeriu à PF o formato de uma autarquia, inclusive com orçamento próprio para evitar interferências políticas. “A Polícia Federal é uma organização de Estado e não de governo”, pregava Troncon.

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