Diretor-geral da PF diz que “sociedade precisa continuar a cobrar” avanços no combate à corrupção

Diretor-geral da PF diz que “sociedade precisa continuar a cobrar” avanços no combate à corrupção

Maurício Valeixo afirmou que as investigações da Polícia Federal não sofrem ingerência política

Beatriz Bulla/ENVIADA ESPECIAL/ NOVA YORK

25 de abril de 2019 | 22h02

Mauricio Leite Valeixo.FOTO DENIS FERREIRA NETTO / ESTADAO

O diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, afirmou nesta quinta-feira que não teme recuo no combate à corrupção no Brasil, mas disse que é preciso avançar. Para isso, disse ele, a sociedade precisa “continuar a cobrar”. “Seja (cobrar das) instituições, seja representantes no parlamento, seja de agentes públicos”, disse Valeixo, ao participar de evento na Universidade de Columbia, em Nova York.

Valeixo afirmou que as investigações da Polícia Federal não sofrem ingerência política. “Está no DNA da PF proibir qualquer tipo de interferência. Não existe espaço para que eu possa interferir em qualquer investigação. O que posso falar, com muita tranquilidade, é que a PF e outras instituições estão funcionando para enfrentar corrupção”, disse.

Ele não quis comentar o fato de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter decidido que a entrevista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba, será limitada aos dois meios de comunicação que haviam feito o pedido à Corte. A decisão contrariou a determinação inicial da PF no Paraná, que abriu credenciamento aos demais jornalistas para a entrevista. O credenciamento aberto pela PF foi contestado pela defesa de Lula.

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