Diretor da PF alerta para risco de lavagem de dinheiro na repatriação

Diretor da PF alerta para risco de lavagem de dinheiro na repatriação

Delegado Leandro Daiello sugere 'cuidado' na análise da lei que prevê o retorno de ativos e também no texto que prevê legalização dos jogos de azar

Fábio Serapião, de Brasília

06 de outubro de 2016 | 12h10

Leandro Daiello. Foto: Elza Fiuza/ABr

Leandro Daiello. Foto: Elza Fiuza/ABr

O diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, afirmou nesta quinta-feira, 6, na comissão especial da Câmara que debate o projeto 10 Medidas Contra a Corrupção que, ao menos, outras duas propostas em curso no Congresso são ‘negativas’.

Sem entrar no mérito dessas propostas, Daiello apontou que a lei de repatriação e a legalização dos jogos de azar devem ser analisadas ‘com cuidado’ para não facilitar mecanismos de lavagem de dinheiro.
Além de destacar a atuação da PF no combate à corrupção, Daiello afirmou que somente este ano a corporação já realizou 485 operações contra organizações criminosas.

Segundo ele, mais do que a quantidade de ações, a instituição responsável pelas maiores operações de combate ao crime organizado no país está preocupada com a qualidade das investidas contra os grupos criminosos.

O delegado Igor Romário de Paula, coordenador da força-tarefa da PF na Lava Jato, em Curitiba, defendeu algumas das medidas propostas pelo Ministério Público, mas criticou a sugestão da utilização de testes de integridade para prevenir possíveis desvios éticos de agentes públicos.
Igor defendeu o aumento das penas para casos de corrupção, a revisão dos prazos prescricionais, a reforma da lei de nulidades e a criminalização do enriquecimento ilícito.