Dinheiro sujo

Dinheiro sujo

Janice Linhares*

21 de outubro de 2020 | 06h00

Janice Linhares. FOTO: ARQUIVO PESSOAL

Mil perguntas rodopiando na cabeça das pessoas:

o dinheiro era em notas altas ou pequenas?

Estava perto ou estava “lá”?

Estava realmente sujo com o número dois?

Estivesse onde estivesse, já era dinheiro sujo…

 

Sujo com o sangue daqueles que partiram sem ar,

molhado pelas lágrimas de quem nem se despediu,

fétido como a nuvem da morte,

que paira nos hospitais públicos depauperados.

 

Estivesse onde estivesse, até perfumado nos fundos estrangeiros,

o dinheiro não perderia seu odor nauseabundo…

Menos espanto com o local, por favor,

as cenas degradantes já passaram em outros filmes.

 

Tenhamos mais cuidado é com a escolha do elenco, da equipe de produção e principalmente do protagonista.

Senão, estaremos condenados a assistir à película mil vezes e,

mesmo conhecedores do final,

ficarmos boquiabertos com as chocantes partes

em que as partes dos outros aparecem na tela.

*Janice Vargas de Carvalho Linhares, servidora pública federal do INSS e advogada inscrita na OAB-MS n. 7711

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