Dilma se diz ‘prejudicada por fim tardio do sigilo’ das delações de marqueteiros

Dilma se diz ‘prejudicada por fim tardio do sigilo’ das delações de marqueteiros

Ex-presidente afirma, em nota, que requereu há semanas acesso aos depoimentos de João Santana e Mônica Moura para apresentar suas alegações finais na Ação de Investigação Judicial Eleitoral no TSE

Beatriz Bulla, Breno Pires e Rafael Moraes Moura

11 de maio de 2017 | 17h56

A ex-presidente Dilma Rousseff. Foto: Evaristo Sá/AFP

A ex-presidente Dilma Rousseff lamentou, nesta quinta-feira, 11, o que classificou de ‘tardia’ decisão do Supremo Tribunal Federal de acabar com o sigilo dos depoimentos dos marqueteiros do PT João Santana e Monica Moura. A petista enfrenta processo de cassação da chapa dela e do então candidato a vice-presidente Michel Temer, nas eleições de 2014. Os advogados já apresentaram as alegações finais no processo.

De acordo com nota da assessoria de Dilma, há semanas a defesa requereu acesso às delações dos marqueteiros do PT ao ministro relator da ação movida pelo PSDB no Tribunal Superior Eleitoral, Herman Benjamin, ‘a fim de apresentar suas alegações finais’.

“A defesa foi prejudicada pela negativa do relator. Não foi possível cotejar os depoimentos prestados pelo casal à Justiça Eleitoral e na Lava Jato”, afirma a equipe da ex-presidente.

Segundo os advogados da petista, ‘as contradições e falsos testemunhos foram vislumbrados, apesar disso, pelo que foi divulgado amplamente pela imprensa, na velha estratégia do vazamento seletivo dos depoimentos, uma rotina nos últimos tempos’.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da ex-presidente reiterou que ‘João Santana e Mônica Moura prestaram falso testemunho’. A defesa de Dilma já havia afirmado que o casal ‘mentiu’ à Justiça e pede a revogação do benefício da delação premiada de ambos.

“Apesar de tudo, a presidente eleita acredita na Justiça e sabe que a verdade virá à tona e será restabelecida”, afirma a assessoria da ex-presidente.

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