Diante de juiz da Lava Jato, operador de propinas chora

Diante de juiz da Lava Jato, operador de propinas chora

Defesa de Mários Góes disse ao juiz da Lava Jato que o acusado, preso desde fevereiro deste ano, não tinha condições psicológicas de ser interrogado

Redação

17 de julho de 2015 | 20h42

Foto: Reprodução

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Por Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba, Julia Affonso e Fausto Macedo

O empresário Mário Góes, suposto operador de propinas na Diretoria de Serviços da Petrobrás, chorou diante do juiz Sérgio Moro, que conduz as ações da Operação Lava Jato, nesta sexta-feira, 17. A defesa de Góes disse a Moro que o cliente, preso desde fevereiro deste ano, não tinha condições psicológicas de ser interrogado.

“Eu estou abalado, realmente. Meu filho teve problemas de saúde”, afirmou com a voz embargada.

O filho de Mario Góes, Lucélio Góes, informou à Justiça que foi internado durante a semana. Lucélio Góes prestaria depoimento à Justiça Federal no Paraná, base da Lava Jato, mas não compareceu. Nos autos, sua defesa anexou atestados médicos que indicam a internação.

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“A defesa entende que o interrogatório do acusado neste momento traz a ele e sua defesa intransponível prejuízo. Na medida em que ele é referido em fato e circunstâncias narradas na denúncia com outros corréus que estão em processos desmembrados. Portanto, ele ser interrogado neste momento é extremamente prejudicial”, afirmou um dos advogados de Mário Góes.

“De outro lado, conforme antecipado a este juízo, o acusado não tem a menor condição psicológica de ser interrogado nesta data.”

A defesa pediu, então, que o interrogatório de Mário Góes fosse remarcado, o que foi indeferido pelo juiz Sérgio Moro.

“Não tem a menor condição emocional e psicológica de ser interrogado nesta data”, disse o advogado.

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