Dia Nacional da Saúde: chegou a hora de cuidar do corpo e da alma

 Dia Nacional da Saúde: chegou a hora de cuidar do corpo e da alma

Patrícia Cândido*

05 de agosto de 2020 | 06h30

Patrícia Cândido. Foto: Divulgação

Nunca na história da humanidade nossos sentimentos foram tão colocados à prova como no momento em que vivemos. E gerenciar o que sentimos passou a ser uma questão de saúde pública. Nada mais apropriado para esse período do que lembrar do Dia Nacional da Saúde, data que marca o nascimento de Oswaldo Cruz, um dos pioneiros em saúde pública do país, que promoveu a educação sanitária e o desenvolvimento de hábitos saudáveis aos brasileiros. 

Lavar as mãos, passar álcool em gel, usar máscara, ter etiqueta para espirrar e tossir, entraram para o nosso cotidiano neste ano de 2020. Porém, o que a maioria das pessoas ainda não se deram conta é que as emoções também precisam ser cuidadas com a mesma preocupação. Raiva, mágoas, ressentimentos, ansiedade, tristeza… esses sentimentos vêm à tona para nos mostrar que algo está fora no nosso eixo de equilíbrio. 

As emoções negativas são recursos de alerta que nosso corpo tem para se defender. Elas carregam uma carga emocional tão intensa que, se você se acostumar, tornam-se viciantes em função do tipo de substâncias que elas produzem. E se a sentirmos por muito tempo desequilibram o nosso corpo e se transformam em doenças físicas. 

São vários esses sentimentos e eu poderia ficar listando uma infinidade de doenças que são atribuídas ao nosso emocional – assim como fiz no livro Código da Alma no qual relacionei as emoções e as respectivas doenças. Mas, para lembrar esse dia tão importante, vou listar três sentimentos que devemos gerenciar para ficarmos com a imunidade alta, não nos deixarmos abater e o mais importante: termos saúde! 

A primeira delas é a raiva. Ela é processada na maioria das vezes quando nos sentimos em perigo ou uma situação saiu de controle. Esse é um dos sentimentos mais fáceis de se identificar. Quando sentimos raiva o nosso organismo manda uma mensagem para o cérebro e a nossa mente decide se vai continuar sentindo-a ou não. 

Se você decide continuar, o organismo produz neuropeptídeos de raiva, que são substâncias que caem na nossa corrente sanguínea e desembocam no estômago. O equilíbrio desse órgão é alterado e produzimos suco gástrico em excesso o que gera gastrite, úlcera e, a longo prazo, até câncer. 

A segunda emoção negativa é a tristeza. Sentir-se triste por algum momento é normal. Anormal é nutri-la. O perigo disso é a depressão. Claro que a tristeza pode ser causada por um fator externo. Pode vir da perda de alguém querido, de um processo de rejeição ou de abandono, entre muitas outras causas. Mas, se você está triste, tente não nutrir esse sentimento por muito tempo. A tristeza deve ter seu tempo de maturação, para a alma sedimentar a situação. Nada além disso. 

Procure motivação nas coisas que você gosta e busque encontrar forças que você já teve em outro momento da vida. Provavelmente você já superou situações onde teve uma força interna extraordinária que conseguiu canalizar anteriormente.  É essa mesma força que vai te tirar da tristeza. 

E a terceira emoção é a mágoa. Ela fica arraigada e pode se transformar em câncer. Muitas pessoas que já passaram pelos meus atendimentos relatam que o câncer veio de um ressentimento, de uma mágoa nutrida por muito tempo. É uma doença que, em geral, está relacionada a dores em relacionamentos muito próximos. Sentimentos antigos guardados em segredo que modificam a química do organismo. 

É fato: tudo o que sabemos sobre saúde, principalmente relacionada à alma, ainda é embrionário. Sim, existem muitas coisas a serem descobertas. Por vezes, a cura que procuramos está ao nosso alcance. Se pararmos de sentir emoções negativas encontraremos a cura para muitos males e poderemos comemorar vários Dias Nacionais da Saúde com o que todos mais querem nos dias atuais: saúde para si e para o próximo. 

*Patrícia Cândido é filósofa, escritora, embaixadora mundial da Fitoenergética, cofundadora do Grupo Luz da Serra e autora de mais de 15 obras.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: