Dia do Infectologista: um momento para reflexão de todos

Ivan Marinho*

11 de abril de 2021 | 14h50

Tem sido um período de muita luta e determinação. Há pouco mais de um ano, desde o início da pandemia da Covid-19, vejo colegas e outros profissionais da saúde empenhados em vencer um vírus que mudou a ordem das coisas e ceifou milhões de vidas ao redor do planeta.

A reação que temos mostrado no enfrentamento dessa situação só me fez ter ainda mais certeza sobre a importância da especialização que escolhi para exercer a medicina.

A história da Infectologia reflete o quanto somos capazes, pela pesquisa e trabalho árduo de grandes profissionais, de promover, proteger e valorizar a vida. E é por isso que tenho o orgulho de ter passado esse amor à profissão para meu filho, que seguiu o mesmo caminho.

Ao longo dos anos, já presenciei as mais diferentes infecções, as mais diversas doenças causadas por organismos invisíveis. Para algumas, a ciência desenvolveu vacinas, para outras, tratamentos para amenizar ou eliminar sintomas. Uma parte delas, contudo, continua sem uma terapia comprovadamente eficaz.

No caso da Covid-19, ainda temos um caminho longo pela frente, até a imunização necessária de nossa população. Até lá, os profissionais da saúde estamos fazendo o nosso melhor, nos superando a cada dia para atender aos pacientes que nos procuram não só em razão do coronavírus, mas também de todas as demais doenças que continuam ocorrendo.

Por esta razão, esta mensagem deve ser, ao mesmo tempo, uma celebração que faço ao lado dos meus colegas de profissão, os milhares de infectologistas espalhados pelo Brasil, mas também um apelo renovado para que todos possamos agir com o mesmo propósito de proteger a nós, nossos amigos e familiares que tanto amamos.

As vacinas já existem e estão sendo aplicadas. No entanto, como especialista da área, reforço que o uso de máscara, higiene das mãos e distanciamento social continuam sendo determinantes para que possamos vencer esta doença.

Neste Dia do Infectologia, convido a todos para refletirmos o quanto a nossa atuação passou a ser tão importante quanto a atitude de qualquer cidadão.

*Ivan Marinho, médico infectologista, coordenador do Serviço de Clínica Médica, Infectologia e Medicina Hiperbárica do Grupo Leforte

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