Desmistificando os benefícios corporativos

Desmistificando os benefícios corporativos

Marco Ferelli*

18 de julho de 2021 | 05h30

Marco Ferelli. FOTO: DIVULGAÇÃO

Não é de hoje que os profissionais consideram outros aspectos além da remuneração no momento de decidir permanecer em um cargo ou iniciar em um novo emprego, sendo os benefícios corporativos um dos diferenciais a serem levados em conta nessa decisão. Já por parte das empresas, essa iniciativa muitas vezes é vista como um custo adicional no orçamento. No entanto, trata-se de um caminho para gerar uma sensação de pertencimento na equipe, e, consequentemente, aumentar o engajamento, evitando assim, gastos relacionados à rotatividade de colaboradores.

Diante desse contexto, ainda existem executivos que duvidam da efetividade desse diferencial. Principalmente, os CEOs de Pequenas e Médias, que acreditam que esse tipo de vantagem competitiva é uma exclusividade das grandes companhias. Caso você seja desse time, sinto lhe desapontar, mas este pensamento nada mais é do que um mito da área de Gestão de Pessoas. Na prática, a iniciativa é acessível e assertiva para qualquer negócio, independente do seu tamanho e segmento, desde que seja promovida de maneira estratégica.

No momento de implantar um programa de benefícios corporativos na empresa, é necessário refletir sobre alguns pilares relacionados ao negócio, como a cultura organizacional, visto que esse é um fator que representa os valores e as prioridades de um grupo de pessoas. Ou seja, os benefícios irão auxiliar a reforçar essa identidade corporativa. Por exemplo, em um ambiente que valoriza a liderança horizontal e a humanização, descontos em bem-estar emocional e físico são bons aliados.

Em seguida, é imprescindível medir a satisfação da equipe com o intuito de entender os principais pontos fortes e desafios enfrentados na rotina de cada colaborador. Essa etapa é importante para descobrir os benefícios que irão incentivar ainda mais o time a realmente vestir a camisa da empresa.

Por fim, é preciso pensar sobre a quantidade de colaboradores que irão receber os benefícios, porque esse número irá definir o orçamento necessário para que essa iniciativa aconteça sem comprometer o caixa. E, falando em finanças, o custo do programa deverá ser incluído na planilha de gastos fixos, mantendo assim a saúde financeira do negócio.

Parece um desafio implantar um programa de benefícios corporativos em uma PME, não? Mas te digo que essa ação não é impossível. Basta ter planejamento. Lembre-se que processos e recursos podem ser copiados. São as pessoas que fazem a diferença em um negócio. Portanto, investir nos colaboradores, é investir na potencialização do seu empreendimento. Reflita!

*Marco Ferelli é founder da Allya, HR tech com foco em benefícios corporativos e bem-estar financeiro

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