Desembargador manda soltar todo mundo da Operação Círculo Vicioso

Desembargador manda soltar todo mundo da Operação Círculo Vicioso

Nino Toldo, do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região, acolhe pedido de habeas de ex-diretor da Companhia Docas do Estado de São Paulo e libera 21 investigados por suposta ligação com fraudes a licitações e desvios de R$ 100 milhões no porto de Santos

Luiz Vassallo, Fausto Macedo, Pepita Ortega e Fabio Leite

23 de agosto de 2019 | 19h01

No decorrer das investigações e com base em documentos entregues à PF pela atual direção da empresa que dirige o porto de Santos, foram identificados ‘outros delitos igualmente graves’. Foto: Clayton de Souza/Estadão

O desembargador do Tribunal Regional Federal da 3ª Região Nino Toldo determinou a soltura de todos os 21 alvos da Operação Círculo Vicioso, que mira supostas fraudes e desvios de R$ 100 milhões no Porto de Santos. Entre eles, o ex-deputado federal, Marcelo Squassoni (PRB).

Documento

A ação da PF é a segunda etapa da Operação Tristão, deflagrada para desarticular um grupo que fraudava licitações e contratos públicos na Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

A decisão de Toldo se refere ao pedido do advogado Roberto Delmanto Júnior, que defende Francisco José Adriano, ex-diretor da Codesp. O desembargador resolveu estende-la aos demais investigados.

“Além disso, em princípio não verifico a demonstração, na representação da autoridade policial ou na decisão ora impugnada, das razões pelas quais a medida seria imprescindível para as investigações policiais, ou seja, delas não se extrai o motivo pelo qual a prisão do paciente e dos demais seria necessária à obtenção de elementos probatórios que, ao que é possível inferir-se pela leitura da decisão, foram resguardados pelo cumprimento de outras medidas, como a busca e apreensão”, escreve.

Quando a Círculo Vicioso foi deflagrada, nesta quinta, 23, dois investigados escaparam da prisão temporária. Um deles é André Pinto Nogueira, ex-diretor de administração da Assembleia Legislativa de São Paulo. Ele levou consigo uma mochila e deixou seu prédio de carro, na garagem.

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