Desembargador Eduardo Siqueira, que humilhou guardas em Santos, flagrado de novo sem máscara na praia com cãozinho no colo

Desembargador Eduardo Siqueira, que humilhou guardas em Santos, flagrado de novo sem máscara na praia com cãozinho no colo

Repórter-fotográfica Vanessa Rodrigues, de A Tribuna, registrou o magistrado sem a proteção na orla da praia durante cobertura no sábado, 13

Redação

15 de fevereiro de 2021 | 15h49

O desembargador Eduardo Siqueira, que foi gravado desrespeitando dois guardas municipais em Santos, foi flagrado mais uma vez sem máscara na praia neste sábado (13). A cena foi registrada pela repórter-fotográfica Vanessa Rodrigues, do jornal A Tribuna. Na imagem é possível verificar que o magistrado andava sem o equipamento de proteção, recomendado para conter a transmissão do coronavírus, em via pública. No momento da fotografia, ele estava sozinho, carregando um cachorro no colo. Próximo a ele, a câmera de Vanessa revela outras pessoas que também circulavam sem máscara.

Em julho do ano passado, Eduardo Siqueira foi abordado pelo guarda municipal, Cícero Hilario Roza Neto, que lhe aplicou multa porque caminhava pela praia sem usar máscara. Siqueira respondeu agressivamente, disse que iria ligar para o secretário municipal de Segurança Pública, Sérgio Del Bel, ofendeu Cícero Roza Neto e o chamou de ‘analfabeto’. A cena foi registrada em vídeo, que viralizou na internet. Em Santos, a prefeitura publicou decreto que estabelece a obrigatoriedade do equipamento em locais públicos.

O desembargador Eduardo Siqueira, do Tribunal de Justiça de São Paulo, é flagrado mais uma vez sem máscara na orla de Santos. Foto: Vanessa Rodrigues/A Tribuna

No último mês de janeiro, o desembargador foi condenado a pagar R$20 mil como indenização por danos morais ao agente de segurança. “A série de posturas teve potencial para humilhar e menosprezar o guarda municipal que atuava no exercício da delicada função de cobrar da população posturas tendentes a minimizar os efeitos da grave pandemia, que a todos afeta”, escreveu em sua decisão o juiz José Alonso Beltrame Júnior, da 10ª Vara Cível de São Paulo.

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