Desde quando a moda se tornou tecnológica?

Desde quando a moda se tornou tecnológica?

Paula Martins*

05 de dezembro de 2020 | 04h00

Paula Martins. FOTO: DIVULGAÇÃO

Já há algum tempo, o movimento de inclusão dentro da moda vem afirmando que a moda é para todos, mas ela está onde todos estão? O comportamento de consumo online dos brasileiros mudou drasticamente quando comparado a 2019, e aqui eu já começo com uma reflexão: Nós estamos preparados para este consumo?

O primeiro semestre de 2020 reflete esta preocupação em seus números. Entre janeiro e junho deste ano, 7,3 milhões de brasileiros fizeram sua primeira compra online e as vendas finalizadas pela internet tiveram um aumento de mais de 45% neste período. Esses números representam 38,8 bilhões de reais em 6 meses e eu te pergunto, qual é a parcela da sua empresa nesse número?

Estar preparado para o online não significa apenas aplicar técnicas mirabolantes de longo prazo, gigantes investimentos em equipes altamente qualificadas ou mesmo grandes promoções e disputas pela lei da oferta e demanda em seus produtos (ainda que tudo isso ajude significativamente). O online exige apenas uma constante: visibilidade.

Contra dados não há argumentos. As pessoas estão online e estão querendo comprar, mas como já sabemos, a presença online demanda uma série de necessidades e atenções específicas para este mercado e, quanto mais você dá, mais ele pede, não é mesmo?

A evolução tecnológica que o efeito Covid forçou durante os últimos meses é expressiva. No Brasil, 600 mil micro e pequenas empresas fecharam as portas e aquelas que já tinham presença online se viram à frente de seus colegas e concorrentes. Agora não é uma questão de querer, estar online é uma necessidade.

O e-commerce foi uma das principais ferramentas utilizadas na estratégia das vendas pela internet. Ainda que as redes sociais sejam grandes agregadores de conteúdo, lojas online estabelecem uma fidelidade e segurança que o social media ainda não proporciona. Em contrapartida, os marketplaces de moda se tornaram os grandes aliados de tudo quanto é tipo de negócio. Com uma gama variada de marcas atacadistas e varejistas, estas lojas online multifacetadas vieram para otimizar o tempo que as 600 mil e tantas outras empresas não têm para perder e oferecem o bem mais precioso, a visibilidade.

Os investimentos são quase nulos, visto que a maioria dos marketplaces não cobram para as empresas venderem seus produtos, funcionam 24h por dia e ainda divulgam seus produtos por meio de publicidade e links no google de forma gratuita. São tantas as vantagens de um marketplace que eu precisaria de outro artigo só para começar a explicar.

Para finalizar nossa reflexão, é preciso enxergar que o futuro das vendas no setor de vestuários está se consolidando cada vez mais no online, e isso não significa que o presencial deixará de existir. Pelo contrário, juntos e com o auxílio da tecnologia que possibilita diferentes ações ao mesmo tempo, a tendência é que o marketplace siga construindo história, possibilitando um processo de escolha muito mais atrativo e eficiente para quem precisa manter seu negócio funcionando e, melhor ainda, permanecer saudável e próspero.

*Paula Martins, Chief Marketing Officer do houpa!

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