Descontente com o ‘alaranjado’ do cabelo, mulher entra na Justiça contra salão de beleza

Descontente com o ‘alaranjado’ do cabelo, mulher entra na Justiça contra salão de beleza

Sabrina Salomão alegou que ficou com o cabelo ‘alaranjado’ e pedia indenização por danos morais, mas juíza do Distrito Federal não deu procedência ao caso

Pedro Prata, especial para o Estado

31 de outubro de 2018 | 13h10

Foto ilustrativa: Gerla Brakkee/Free Images

Uma mulher no Distrito Federal foi ao salão de beleza pintar o cabelo de loiro, mas o procedimento estético acabou na Justiça. Sabrina Salomão pedia indenização de R$ 5 mil por danos morais do salão Orange Beauty Studio Ltda porque ficou com o cabelo ‘alaranjado’, segundo alegou, mas perdeu a causa.

Segundo consta na sentença do caso, Sabrina solicitou a um profissional do salão de beleza a aplicação de uma técnica conhecida como ‘código de barras’.

Contudo, o funcionário sugeriu que fosse feito outro procedimento que levaria ao mesmo resultado, o que não aconteceu. A mulher argumentou que seus cabelos ficaram ‘alaranjados’ e danificados. Ao solicitar que o salão reparasse o trabalho feito, não teve seu pedido aceito pois ‘poderia haver danos maiores aos cabelos’.

Sabrina se descreve como uma pessoa vaidosa. Dessa forma, a situação teria lhe causado ‘grave consternação e vergonha’, o que justificaria a condenação do salão de beleza ao pagamento de indenização por danos morais.

O pedido de Sabrina, porém, não foi acolhido pela Justiça.

O entendimento da juíza Anna Karinne Tomelin. Na decisão, ela anotou que o questionamento de Sabrina se configura como ‘opinião de valorização subjetiva dentro do padrão de beleza adotado por cada pessoa’ e que, por isso, não seria possível avaliar de forma isolada o cumprimento ou não do acordado no momento da aquisição do serviço. Assim, a magistrada negou a Sabrina o direito à indenização.

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