“Descaso prevalece”, diz Conselho de Arquitetura e Urbanismo

Colegiado afirmou, nesta sexta-feira, 24, que há 'comprovada falta de planos emergenciais para evitar que a lama destrua, em poucas horas, vidas e economias'

Redação

26 de janeiro de 2019 | 09h19

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil afirmou, nesta sexta-feira, 25, se solidarizar ‘com a população flagelada pelo rompimento de uma barragem do complexo de mineração da Vale do Rio Doce em Brumadinho, no Estado de Minas Gerais, o mais recente marco da destruição dos espaços construídos e do meio ambiente do país’.

“A triste expressão “mais uma tragédia anunciada” está a ponto de se banalizar no Brasil tamanha a repetição de acidentes ambientais, sendo o mais recente e até agora o mais devastador, o rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, da mesma empresa, ocorrido há pouco mais de três anos”, diz o Conselho.

O órgão dá conta de que o ‘Ministério Público de Minas Gerais, o Estado tem mais de 400 barragens de rejeitos e quase 10% delas apresentam riscos, o que constitui séria ameaça para comunidades e fontes de abastecimento de água’.”O descaso parece prevalecer na implantação e sobretudo na manutenção de muitas dessas barragens de áreas de mineração, além da comprovada falta de planos emergenciais para evitar que a lama destrua, em poucas horas, vidas e economias”.

“O levantamento do risco foi feito, uma nova tragédia aconteceu, o que se espera agora é um enfrentamento firme da questão pelo Poder Público e agilidade do Poder Judiciário na punição dos culpados dos desastres passados que ainda continuam em aberto”, avalia.

“Nossa preocupação se estende à situação do Instituto Inhotim, importante patrimônio cultural do país ameaçado pelo rompimento da barragem de Brumadinho”, diz.

O rompimento da barragem de Brumadinho ocorre pouco mais de três anos após a maior tragédia ambiental do País, que envolveu a barragem de Fundão, em 5 de novembro de 2015. A lama de rejeitos atingiu 40 cidades em Minas e no Espírito Santo e contaminou a Bacia Hidrográfica do Rio Doce. Dezoito pessoas morreram. Na Justiça, 22 denunciados pelo Ministério Público Federal, entre elas, funcionários da Vale, Samarco e BHP Billiton, respondem por homicídio.

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