Deputados do PMDB do Paraná negam sondagem para ministério

Dois dos três parlamentares da bancada do Estado na Câmara afirmam que se recebessem proposta do Executivo a rejeitariam

Valmar Hupsel Filho

30 de maio de 2017 | 15h22

 

 

 

Dois dos três deputados que a bancada do PMDB do Paraná tem hoje na Câmara disseram, ao menos publicamente, que não foram sondados pelo Palácio do Planalto para assumir um ministério. Questionados se aceitariam a proposta, caso a recebessem, os deputados João Arruda e Sérgio Souza negaram veementemente.

“Não fui contatado e não aceitaria se recebesse o convite. Não é o momento. Não nessas circunstâncias, para proteger alguém”, disse Arruda. “Ninguém falou sobre isso comigo”, disse Souza. O Estado não conseguiu contato com o deputado Hermes Parcianello.

A hipótese de que o presidente Michel Temer poderia nomear como ministro outro deputado do Paraná passou a ser ventilada na manhã desta terça-feira, 30, quando o ex-ministro da Justiça, Osmar Serraglio, demitido do ministério da Justiça no fim de semana, afirmou não aceitar ser transferido para a pasta da Transparência.

Quando assumiu a Justiça, Serraglio, que é deputado federal pelo PMDB-PR, deu lugar – e foro privilegiado – ao suplente Rodrigo Rocha Loures, um dos principais auxiliares de Temer. Ao retornar para a Câmara, Serraglio assume a quarta vaga que o PMDB-PR possui na Casa e, como consequência, Rocha Loures volta a ser suplente e perde o foro privilegiado.

Filmado pela polícia federal saindo de um pizzaria com uma mala que, conforme os invetigadores, conteria R$ 500 mil frutos de propinas pagas pela JBS, Rocha Loures foi afastado do cargo de deputado no último dia 18 e teve pedido de prisão expedido pela Procuradoria Geral da República. O pedido foi negado pelo Supremo Tribunal Federal.

O inquérito do qual é alvo, no entanto, pode continuar no Supremo Tribunal Federal porque os crimes que lhe é atribuído está ligado a pessoas com for, no caso o presidente Michel Temer.

Rocha Loures só seria investigado em primeira instância se houvesse desmembramento do processo que corre no STF ou se for aberta uma nova investigação sem que haja políticos com foro como alvo.

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, disse nesta terça-feira, 30, que Temer e Rocha Loures permanecem no mesmo inquérito.

 

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