“Até que se prove o contrário, as pessoas não são bandidas”, diz deputada tucana

Mateus Coutinho

17 de março de 2014 | 17h07

Célia Leão, da Comissão de Fiscalização da Assembleia Legislativa/SP, vai avaliar requerimento de convocação do conselheiro de contas sob suspeita de corrupção no caso Alstom.

por Fernando Gallo

“Convocar, eu não convoco ninguém. Eu só faço convites. Até que se prove o contrário as pessoas não são bandidas, são honestas”.

Assim a deputada estadual Célia Leão (PSDB), presidente da comissão de fiscalização e controle da Assembleia Legislativa de São Paulo, reagiu ao ser consultada sobre o pedido de convocação do conselheiro do Tribunal de Contas (TCE) Robson Marinho feito pelo deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL).

A deputada afirmou que ainda não viu o requerimento de Giannazi, e disse que, portanto, não poderia avaliar o mérito do pedido. Informou ainda que não há previsão para que o pedido seja apreciado e nem data para a próxima reunião da comissão.

Giannazi requereu que a comissão convoque Marinho para “prestar esclarecimento sobre as inúmeras denúncias de participação no ‘caso Alstom’ como recebedor de dinheiro de propinas”.

Marinho é investigado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e também na Suíça, onde uma conta de sua propriedade com US$ 1,1 milhão está bloqueada por decisão judicial. O dinheiro que abasteceu a conta chegou a ele depois de passar por contas de lobistas que hoje são réus em processo criminal na Justiça Federal em São Paulo, acusados de lavar dinheiro de propina da Alstom.

 

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