Depoimento de Rocha Loures é adiado mais uma vez

Depoimento de Rocha Loures é adiado mais uma vez

A defesa do homem da mala apresentou pedido feito ao STF para ter acesso integral aos autos da operação Patmos 48 horas antes da oitiva do peemedebista. Na prática, o pedido inviabiliza o depoimento nesta quarta-feira.

Fabio Serapião e Fausto Macedo

07 de junho de 2017 | 11h53

Michel Temer e Ricardo Rocha Loures. Foto: JBatista / Agencia Camara

A Polícia Federal informou na manhã desta quarta-feira, 7, que a defesa do ex-assessor do presidente Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures, apresentou um pedido protocolado no Supremo Tribunal Federal no qual solicita acesso integral aos autos da operação Patmos 48 horas antes da oitiva do peemedebista. Segundo a PF, o ministro Edson Fachin ainda não decidiu a questão, mas encaminhou ao PGR para urgente manifestação.

Dessa forma, afirma a PF, como o ministro não negou de pronto o pedido e o depoimento já estava marcado, não houve sua realização hoje. Não há previsão de nova data até o momento.

Flagrado correndo com uma mala recheada com R$ 500 mil entregues por executivos do Grupo J&F, Rocha Loures está preso na Superintendência da Polícia Federal de Brasília desde sábado, 3. Embora o depoimento tenha sido cancelado, a PF informou que a previsão de transferência para o complexo penitenciário da Papuda está mantida para hoje.

Rocha Loures e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foram gravados pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, em negociação de pagamento de propina. Depois, ambos foram alvo de ações controladas pela Procuradoria-Geral da República. A prisão de Rocha Loures havia sido pedida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na Operação Patmos, desdobramento da Lava Jato. A captura de Rocha Loures foi negada por Fachin há cerca de duas semanas.

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O ministro do STF havia alegado a imunidade parlamentar de Rocha Loures para não autorizar a prisão. O ex-assessor de Temer havia assumido o mandato de deputado federal no lugar de Osmar Serraglio (PMDB-PR) que foi ao Ministério da Justiça. Após ser demitido da Justiça, Serraglio decidiu recusar a oferta de Temer para virar ministro da Transparência e reassumi o seu mandato na Câmara.

Após Rocha Loures perder a prerrogativa do foro privilegiado, já que Osmar Serraglio havia voltado à Câmara, Janot, então, pediu a reconsideração da prisão do aliado de Temer na semana passada. O procurador pediu novamente a prisão tanto relativa a Rocha Loures quanto ao senador afastado Aécio Neves.

 

 

 

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