Deltan da Lava Jato diz que pelo menos 10 ‘graúdos’ da política perderam foro privilegiado

Deltan da Lava Jato diz que pelo menos 10 ‘graúdos’ da política perderam foro privilegiado

Sem citar nomes, coordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal postou em sua conta no Twitter que primeiro turno das eleições, neste domingo, 7, 'trouxe avanços significativos contra a corrupção'

Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba

08 Outubro 2018 | 11h49

Deltan Dallagnol. FOTO: THEO MARQUES/ESTADÃO

O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal na Operação Lava Jato, disse que ‘pelo menos uma dezena de envolvidos graúdos (nas investigações) perderam o foro privilegiado’. Em sua conta no Twitter, Deltan deu ‘parabéns aos brasileiros’ e afirmou que ‘houve avanços significativos contra a corrupção’.

Deltan da Lava Jato não citou nome de nenhum político que, segundo ele, ficou sem o foro especial.

Entre os nomes vetados pelas urnas neste domingo, 7, estão velhos caciques emedebistas que permaneceram no Senado por muitos mandatos, como Romero Jucá (MDB/RR), presidente nacional do partido, Eunício Oliveira (MDB/CE), presidente do Senado, e Edison Lobão (MDB/MA), além do deputado Lúcio Vieira Lima (MDB/BA), irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, que está preso por causa do bunker de R$ 51 milhões em dinheiro vivo.

“Parabéns aos novos senadores e deputados! Cerca de uma dezena de senadores do movimento Unidos Contra a Corrupção se elegeram. Além disso, movimentos de renovação apartidários elegeram vários candidatos. O RenovaBR, por exemplo, elegeu 16 candidatos”, destacou o procurador.

Na avaliação de Deltan ‘isso tudo’ ocorreu ‘num cenário em que sociedade remou contra a correnteza, pois milhões do novo fundo eleitoral bilionário foram direcionados para campanhas da velha política’.

“São passos muito relevantes e será importante avançar mais nas próximas eleições de 2022, tanto no lado da preparação de candidatos como no lado da conscientização cívica dos eleitores”, anotou o procurador.

“Podemos não ter o Congresso dos sonhos, mas não se trata agora de ter o congresso dos sonhos e sim de ajudar a construir o melhor país possível com os eleitos”, segue Deltan.

“O único caminho para um país melhor é o da política, da luta contra a corrupção e da democracia”, é a sua receita.

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