Delegados querem uma PF forte, autônoma, valorizada

Delegados querem uma PF forte, autônoma, valorizada

Mais três delegados, José Roberto Sagrado da Hora, Luiz Carlos de Carvalho Cruz e Rodrigo de Melo Teixeira, entram firme na campanha pela lista tríplice de candidatos da classe ao cargo de diretor-geral da corporação

Ricardo Brandt, Fausto Macedo e Mateus Coutinho

25 de maio de 2016 | 17h50

Mais três delegados de Polícia Federal entraram firme na campanha para concorrer à lista tríplice que será levada ao presidente em exercício Michel Temer e ao ministro Alexandre de Moraes (Justiça e Cidadania).

José Roberto Sagrado da Hora, Luiz Carlos de Carvalho Cruz e Rodrigo de Melo Teixeira estão entre os delegados que almejam a cadeira de diretor-geral da Polícia Federal, instituição que protagoniza combate sem tréguas à corrupção.

A eleição da lista tríplice é uma iniciativa inédita da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal. O pleito ocorre no dia 30. No dia 1.º a entidade planeja entregar o resultado a Temer e a Moraes. Os delegados querem que o presidente em exercício e o ministro da Justiça escolham da lista um novo diretor geral para a PF.

José Roberto Sagrado da Hora, Luiz Carlos de Carvalho Cruz e Rodrigo de Melo Teixeira enviaram Carta de Apresentação aos seus colegas em todo o Brasil.

A exemplo dos três primeiros que já encaminharam suas propostas à classe, eles detêm currículos enriquecidos por atuações em missões especiais e cargos ocupados ao longo de suas carreiras.

Também pretendem lutar por uma Instituição forte e autônoma.

Jose-Roberto-Sagrado

Sagrado da Hora apresenta uma pauta extensa. “O que defendo em primeiro plano é o cumprimento da Lei 13.047/2014 de forma a se implantar a GOVERNANÇA. A gestão e o destino da PF tem que ser entregue aos Delegados. A partir deste exercício, pretendo realizar diversas mudanças estruturais no órgão. Defendo o fortalecimento da Academia para que se propicie formação e qualificação adequada, moderna, jurídica, técnica e operacional dos policiais em geral. De forma que venha a se implantado curso de Pós-graduação para o ingresso (formação) na modalidade especialização e mestrado para o último estágio da carreira. Defendo a auditoria periódica estratégica (finalística) que se aproxima daquilo em que o termo do idioma inglês “accountability” indica. Não apenas a auditoria contábil de conformidade. Trataríamos da auditoria de responsabilidade pelos resultados.”

Luiz-Carlos-de-Carvalho

Carvalho Cruz anuncia seus planos. “Minha visão de Polícia Federal é voltada para a segurança pública e a segurança interna, com a missão de proteger vidas, patrimônios, mas também a nossas infraestruturas críticas (energia, água, agronegócio, indústria, mercado consumidor). A partir de plano estratégico de segurança pública a cargo da Direção Geral, serão elaborados planos táticos a cargo das Regionais e planos operacionais a cargo da descentralizadas e especializadas. Nossa meta será a redução da criminalidade a partir do desenvolvimento de métodos mais racionais de investigação e valorização do Delegado de Polícia Federal que nessa visão institucional será um agente político responsável por desenvolver políticas, estratégias, táticas e operações de combate à criminalidade dentro de seu respectivo campo de atuação.”

Rodrigo-de-Melo-Teixeira

Melo Teixeira propõe o diálogo como meta. “Diálogo permanente com as entidades de classe dos Delegados de Polícia Federal, tendo como diretriz do diálogo o documento elaborado no Congresso de Vila Velha/ES. Diálogo permanente com as entidades de classe das demais carreiras policiais, pautado pelo respeito às normas legais. Trabalhar de forma intensa junto ao Congresso Nacional e o Governo Federal para recompor a remuneração da carreira de Delegado e demais carreiras que compõem a Polícia Federal.”

Sagrado da Hora. “Proponho discutir e implantar opções eventualmente aprovadas pelos Delegados. Assim de imediato liderarei um amplo debate com o compromisso de assumir as conclusões da classe, implantando imediatamente as ideias majoritárias e/ou diligenciando junto as autoridades superiores pelos recursos ou mecanismos legais necessários. Enquanto debatemos diligenciarei imediatamente junto às autoridades da República pelas garantias ao cargo de Delegado e ao exercício de suas atribuições, conforme a Carta de Vitoria de 2014, nos termos já existentes para a magistratura e para o Ministério Público assim como na forma já proposta pelo governo aos advogados públicos. Adoção imediata dos Gabinetes de Investigação, (onde os recursos existentes permitirem), nos moldes já discutidos e proposto pela ADPF, com isto disponibilizando às autoridades policiais meios materiais e humanos para o exercício de suas atribuições obtenção de meios para implantar o GI em todas as descentralizadas do país.”

Carvalho Cruz. “Escolha dos dirigentes e equipes por critérios de competência e meritocracia. Criação de gabinetes de Investigação, chefiados por um Delegado Titular e um Delegado Substituto, com um cartório próprio e equipes com agentes escrivães, administrativos e papiloscopista. Substituição dos critérios de medição de produtividade (IPO), por um plano de metas com foco no resultado. Adoção do gerenciamento de projetos como metodologia de gestão administrativa da Polícia Federal. Elaboração de planos estratégicos, táticos e operacionais a cargo respectivamente da Direção Geral, Regionais, e Delegacias Descentralizadas/Especializadas. Reformulação do Sistema de Inteligência Policial de forma a disponibilizar para todos os gabinetes de investigação as informações necessárias para o desenvolvimento de suas investigações. Haverá investimento em tecnologia de busca avançada e ferramentas de Business Intelligence (BI).”

Melo Teixeira:”Trabalhar de forma intensa junto ao Congresso Nacional e o Governo Federal pela autonomia da Policia Federal e prerrogativas inerentes à função desenvolvida pela carreira de Delegado de Polícia Federal. Podemos citar PEC 412, dentre outros projetos de interesse da sociedade brasileira e necessários para o fortalecimento da democracia.Implantar gabinetes de investigação nas unidades da Polícia Federal ( respeitando as peculiaridades de cada unidade). Trabalhar de forma intensa junto ao Congresso Nacional e o Governo Federal para manter a justa e necessária paridade entre os subsídios dos Delegados e policiais da ativa e aposentados. Trabalhar de forma intensa junto ao Congresso Nacional e o Governo Federal para aumentar o efetivo de administrativos e estagiários para auxiliarem os Delegados e demais policiais em suas atividades- fim. Fortalecer as Delegacias de combate ao desvio de verba pública e corrupção. Fortalecer a atividade-fim da Polícia Federal.”

Sagrado da Hora. “Defesa institucional do órgão e do inquérito policial, junto a todas as instâncias democráticas do país, especialmente junto congresso nacional, tribunais, meios de comunicação e todos os fóruns de debates eventualmente disponibilizados. Criando grupo próprio e adequando na posse. Respeito e valorização profissional de todos os policiais federais com a adoção imediata de compensação para o serviço de sobreaviso. Imediatamente, tornar opcional o ponto biométrico, dentre outros métodos de registro de presença, assim como opcional a adesão ao banco de horas, posto que incompatíveis com a atividade fim do órgão. Com a aprofundamento das discussões proponho a extinção dos cargos de “confiança” com a substituição pela função comissionada proposto no projeto de Gabinetes de Investigação, privilegiando a lotação local, antiguidade e rodízio, conforme já utilizado nos tribunais do país. ”
Carvalho Cruz. “Promover uma releitura das leis e dos normativos buscando consolidar toda a legislação que trata da Polícia Federal de forma a atribuir interpretações mais atualizadas em relação as questões remuneratórias, indenizações, diárias, gratificação por curso para promoção de classes, conceito de atividade de risco e potencial dano a saúde e integridade física do policial, de forma a aproveitamento de tempo de serviço por policiais egressos de outras instituições na qual trabalhavam sob tais condições e acima e tudo sobre as prerrogativas do Cargo de Delegado de Polícia Federal e sua afirmação como classe dirigente do órgão. Defesa institucional, por parte do Diretor Geral, da autonomia, mandato, isonomia entre as carreiras jurídicas e da instituição por lei da escolha do DG pela lista tríplice. Essa defesa institucional do DG também será exercida sempre que nossa instituição ou o cargo de Delegado de Polícia Federal sofre ataques institucionais por parte da PGR, CNMP e CNJ e outros.”

Melo Teixeira. “Trabalhar de forma intensa junto ao Congresso Nacional e o Governo Federal para
recompor os quadros de Delegado e demais carreiras policiais. Melhorar o diálogo com os Poderes da República, sempre em defesa da instituição Polícia Federal, da carreira de Delegado e demais carreiras que compõem a Polícia Federal. Dar fiel cumprimento à legislação que rege a instituição Polícia Federal. (Lei 9266 e suas alterações, Lei 12830, dentre outras).”

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