Delegados pedem outra vez Lula fora da PF

Delegados pedem outra vez Lula fora da PF

Depois do sindicato da categoria, agora a Federação Nacional dos Delegados manda ofício para a Superintendência Regional da Polícia Federal no Paraná sugerindo remoção do ex-presidente para 'local que não ofereça risco, além de transtorno à população e aos funcionários e rotina de trabalho'

Ricardo Brandt e Luiz Vassallo

27 de abril de 2018 | 15h12

Lula chega à PF em São Paulo para fazer exame de corpo de delito, no sábado, 7. FOTO FELIPE RAU/ESTADÃO

A Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal pediu à Superintendência Regional da PF no Paraná que remova o ex-presidente Lula para ‘outro local que não ofereça risco, além de transtorno à população e aos funcionários e rotina de trabalho’. Lula está preso desde o dia 7 em uma ‘sala especial’ no último andar do prédio da PF em Curitiba, base da Operação Lava Jato.

Na primeira semana do petista na PF, o Sindicato dos Delegados da PF pediu a transferência de Lula, sob o mesmo argumento – tumultos que a presença do ex-presidente tem causado em Curitiba e na própria sede da PF.

Nesta sexta-feira, 27, a Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (Fenadepol) divulgou nota de ‘apoio à iniciativa do Sindicato dos Delegados de Polícia Federal do Estado do Paraná que solicitou, via oficio, à Superintendência da Polícia Federal no Paraná, a adoção de medidas para a transferência do réu condenado Luiz Inácio Lula da Silva para outro local que não ofereça risco, além de transtorno à população e aos funcionários e rotina de trabalho da SR/PR’.

A nota é subscrita pela presidente da Federação, Viviane da Rosa.

Lula cumpre pena de 12 anos e um mês de reclusão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do triplex do Guarujá. Desde que o petista chegou a Curitiba, o entorno do prédio-sede da PF virou uma praça de guerra, com manifestações de grupos a favor e contra o ex-presidente.

Lula está isolado, em sua ‘sala especial’, com TV, a alguma distância da Custódia, onde estão presos antigos aliados, hoje acusadores do ex-presidente, como o empresário Léo Pinheiro, da OAS, e o ex-ministro Antônio Palocci (Casa Civil e Fazenda/Governos Lula e Dilma).

“A Fenadepol ressalta que nossas unidades são dotadas de Núcleos de Custódia que, como a própria denominação indica, não são estabelecimentos prisionais”, diz o texto da entidade. “Servem apenas para custódias temporárias e não para a efetivação da prisão de réus já condenados, como é o caso em pauta. Assim reafirmamos a necessidade de prontas medidas que sanem o problema e previnam a possibilidade de outros danos.”

LEIA A NOTA DA FEDERAÇÃO NACIONAL DOS DELEGADOS DE POLÍCIA FEDERAL POR LULA FORA DA PF

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