Delegado-geral de São Paulo proíbe policiais de compartilharem fake news e de dar opiniões sobre políticas da corporação

Delegado-geral de São Paulo proíbe policiais de compartilharem fake news e de dar opiniões sobre políticas da corporação

Portaria assinada por Ruy Ferraz Fontes também restringe declarações discriminatórias e veda uso de símbolos e siglas de identificação da corporação

Paulo Roberto Netto

08 de julho de 2020 | 16h30

A Polícia Civil de São Paulo editou portaria que proíbe policiais de compartilharem ‘fake news’ em seus perfis pessoais nas redes sociais, restringindo também a publicação de declarações discriminatórias e ofensivas ao Estado Democrático de Direito. As normas foram assinadas pelo delegado-geral, Ruy Ferraz Fontes.

A portaria, contudo, não detalha quais punições serão aplicadas aos agentes que descumprirem as regras.

As novas medidas também recomendam aos policiais que evitem criar perfis que façam alusão à identificação da Polícia Civil, seja pelo uso de símbolos como uniforme, banner ou brasões, ou com siglas que remetam à corporação. Os agentes também devem se abster de usar o e-mail institucional nestes perfis e se apropriar de elementos visuais ou textuais que possam identificá-lo como um ‘perfil funcional’.

Viatura da Polícia Civil de São Paulo. Foto: Marcio Fernandes / Estadão

Perfis institucionais de agentes estão proibidos, assim como ‘compartilhar ou manifestar apoio a conteúdo ou informações inverídicas (fake news)’ e expressar opiniões pessoais sobre políticas e posturas internas da Polícia Civil ou que possam trazer ‘descrédito’ ou ‘prejudicar a imagem’ da corporação.

Outras condutas veladas são o uso de perfil pessoal para divulgação de imagens e vídeos de operações policiais e o compartilhamento de informações que não sejam de conhecimento público sobre investigações em andamento.

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