Delegado diz que vai investigar WhatsApp por obstrução de justiça

Delegado diz que vai investigar WhatsApp por obstrução de justiça

Juíza Daniela Barbosa Assunção de Souza mandou bloquear aplicativo em todo o País

Julia Affonso e Mateus Coutinho

19 de julho de 2016 | 15h21

David W Cerny /Reuters

Foto: David W Cerny /Reuters

A Polícia Civil do Rio informou, em nota, nesta terça-feira, 19, que o delegado Marcos Gomes, da 62ª Delegacia de Polícia – Imbariê, Duque de Caxias, vai investigar o WhatsApp por obstrução de Justiça. A Justiça do Rio mandou bloquear o serviço de mensagens a partir desta terça-feira em todo o Brasil. A decisão da juíza Daniela Barbosa Assunção de Souza, da comarca de Duque de Caxias, determinou que o serviço seja bloqueado pelas principais operadoras do País — Tim, Vivo, Claro, Nextel e Oi.

“O delegado de polícia Marcos Gomes da 62ª Delegacia de Polícia – Imbariê informou que encontra-se em andamento na unidade a investigação sobre a atuação de uma organização criminosa na cidade, cujo procedimento está sob sigilo, onde representou pela interceptação das conversas no aplicativo whatsapp, medida que foi deferida pela Justiça”, diz nota da Polícia Civil do Rio.

A magistrada exige que o Facebook — proprietário do WhatsApp — ceda informações de conversas de suspeitos de crimes investigados no País, num processo que corre em segredo de Justiça.

Segundo a Polícia Civil do Rio, a ‘apesar da decisão judicial, a empresa responsável pelo aplicativo não cumpriu a determinação, motivo pelo qual a Juíza de Direito da 2ª Vara Criminal de Duque de Caxias determinou a suspensão imediata do serviço do referido aplicativo, bem como a imposição de multa diária no valor de R$ 50 mil até o efetivo cumprimento da ordem de interceptação’.

“O delegado acrescentou que será ainda instaurado procedimento para apuração do crime de obstrução da Justiça, previsto na Lei de Organização Criminosa, em desfavor da presidente da empresa”, informou a Polícia Civil.

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