Delcídio está preso em sala parecida com escritório e sem grades

Delcídio está preso em sala parecida com escritório e sem grades

Por estar no exercício da função ele tem assegurado o direito de ficar preso em uma Sala de Estado Maior

Dida Sampaio, Andreza Matais e Julia Affonso

25 Novembro 2015 | 10h26

Delcídio do Amaral. Foto: Alex Silva/Estadão

Delcídio do Amaral. Foto: Alex Silva/Estadão

O senador Delcídio Amaral (PT-MS) está preso em uma sala especial na superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Interlocutores da PF disseram que por estar no exercício da função ele tem assegurado o direito de ficar preso em uma Sala de Estado Maior, sem grades. A superintendência, local para onde o petista foi levado, tem as mesmas características de um escritório, com mesa, cadeiras, sem grades, bem diferente de uma carceragem.

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A sala, contudo, não tem estrutura para que o senador possa dormir. Na avaliação de policiais, se ele permanecer preso, pode ser levado para a custódia para pernoitar e depois retornar para o “escritório”. O local também não tem espaço para banho de sol, o que impediria a permanência do senador na superintendência da PF em Brasília caso a prisão se estenda por muito tempo.

Líder do governo no Congresso, Delcídio foi preso na manhã desta quarta-feira, 25, acusado de tentar comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró, que está encarcerado desde janeiro em Curitiba acusado pela Operação Lava Jato de envolvimento em esquema de corrupção na petroleira.

Além do senador, o banqueiro André Esteves também foi preso pela mesma razão. O ministro Teori Zavascki que cuida da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) disse hoje pela manhã que os dois tiveram atuação “concreta e intensa” para prejudicar as investigações. O Estado não conseguiu contato com o advogado do senador. O criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que defende Esteves, disse que ainda não se pronunciaria.

COM A PALAVRA, A ASSESSORIA DO BTG PACTUAL:

“O BTG Pactual esclarece que está  à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e vai colaborar com as investigações.”