Delatores dizem que Beto Richa pegou dinheiro ‘a pretexto de campanhas eleitorais’

Delatores dizem que Beto Richa pegou dinheiro ‘a pretexto de campanhas eleitorais’

Executivos ligados à Odebrecht relatam que repasses para governador tucano do Paraná foram 'operacionalizados por diversas pessoas'

Julia Affonso, Fábio Fabrini e Fábio Serapião

12 de abril de 2017 | 05h00

Beto Richa. Foto: Joka Madruga/ Futura Press

Beto Richa. Foto: Joka Madruga/ Futura Press

O governador do Paraná Beto Richa (PSDB) foi citado por dois delatores da Odebrecht. O homem forte do setor de propinas do grupo, Benedicto Barbosa Silva Júnior, e o executivo Valter Luís Arruda Lana, relataram à Procuradoria-Geral da República ‘o pagamento de vantagens indevidas’ ao tucano, ‘a pretexto de campanhas eleitorais’.

Documento

Segundo os delatores, os repasses teriam sido ‘operacionalizados por diversas pessoas’.

Como os depoimentos não mencionam ‘crimes praticados por autoridades detentoras de foro por prerrogativa de função’ no Supremo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitou ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, ‘o reconhecimento da incompetência’ da Corte máxima ‘para a apuração dos fatos’.

Como governador, Beto Richa tem competência perante outra Corte judicial, o Superior Tribunal de Justiça. Fachin determinou o levantamento do sigilo dos autos e mandou cópia dos depoimentos dos colaboradores Benedicto Barbosa Silva Júnior e Valter Luís Arruda Lana, e documentos apresentados, junto ao Superior Tribunal de Justiça.

“Registro que a presente deliberação não importa em definição de competência, a qual poderá ser reavaliada nas instâncias próprias”, anotou Fachin.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.