Delatores depõem em ação sobre o Centro de Pesquisas da Petrobrás

Delatores depõem em ação sobre o Centro de Pesquisas da Petrobrás

Ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, executivo Augusto Mendonça e ex-presidente da Camargo Corrêa Dalton Avancini falam sobre polêmica obra que teria rendido R$ 20 milhões em propinas para agentes públicos e políticos

Mateus Coutinho, Julia Affonso e Ricardo Brandt

06 de outubro de 2016 | 14h57

Nesta quarta-feira, 5, o juiz Sérgio Moro ouviu mais uma vez três delatores na Lava Jato: o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, o executivo Augusto Ribeiro Mendonça Neto e o ex-presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini. Eles depuseram na ação penal contra 14 réus acusados de articular um esquema de propina de R$ 20,6 milhões de propinas a agentes públicos e políticos para as obras do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobrás (Cenpes).

Consórcio Novo Cenpes, formado pelas empreiteiras OAS, Carioca Engenharia, Construbase Engenharia, Construcap CCPS Engenharia e Schahin Engenharia foi o responsável pela obra e, segundo a Lava Jato, neste episódio os empreiteiros chegaram a pagar propina para que a construtora WTorre, que não tinha tradição em licitações na Petrobrás, desistisse da obra após oferecer a melhor proposta.

 

As audiências conduzidas por Moro na Lava Jato são gravadas em vídeo e aúdio. Normalmente, testemunhas e acusados prestam depoimento sem fazer qualquer tipo de restrição pelo fato de estarem sendo filmados.

Os delatores preferem esconder o rosto.

Nesta quarta-feira, 6, três deles – Paulo Roberto Costa, Augusto Mendonça e Dalton Avancini – pediram ao juiz da Lava Jato autorização para ficar fora da mira da câmera.

O juiz consentiu.

A câmera ficou apontada para um ponto da sala de audiências, poupando a imagem dos delatores.