Delatores da Schahin falam a Moro

Delatores da Schahin falam a Moro

Edison Coutinho e Marsílio Schwartz foram interrogados nesta quinta-feira, 9, como réus da ação penal sobre fraudes na licitação das obras do Novo Centro de Pesquisas da Petrobrás, no Rio

Mateus Coutinho, Julia Affonso e Ricardo Brandt

09 Março 2017 | 17h30

Os engenheiros Edison Freire Coutinho e José Marsílio Schwartz, que atuavam para a empreiteira Schahin e fizeram acordo de delação premiada na Lava Jato, foram interrogados nesta quinta-feira, 9, na ação penal da Lava Jato sobre fraudes na licitação das obras do Novo Centro de Pesquisas da Petrobrás, Novo Cenpes, no Rio.

Os dois são réus na ação e decidiram colaborar recentemente. Os procuradores da República que integram a força-tarefa da Lava Jato sustentam que o Consórcio Novo Cenpes, formado pelas empreiteiras OAS, Carioca Engenharia, Construbase Engenharia, Construcap CCPS Engenharia e Schahin Engenharia, teria vencido a licitação de obras de construção para ampliação do Centro ‘mediante ajuste fraudulento de licitação’.

A denúncia diz que a propina foi destinada a ‘agentes da Petrobrás e a agentes políticos’.
O contrato teria sido previamente atribuído às empresas componentes do Consórcio Novo Cenpes através do cartel das empreiteiras do qual a OAS era integrante e as demais empresas participavam eventualmente. A investigação aponta para uma propina milionária que teria sido paga à empresa WTorre, que havia apresentado a melhor proposta na licitação, para que se afastasse do certame, o que propiciou a atribuição do contrato ao Consórcio.