Delatores da A.Gutierrez vão pagar R$ 9,7 mi ‘às suas vítimas’

Delatores da A.Gutierrez vão pagar R$ 9,7 mi ‘às suas vítimas’

Otávio Azevedo, ex-presidente da empreiteira, aceitou desembolsar R$ 2,65 milhões; outros quatro ex-dirigentes terão que recolher R$ 1,77 milhão cada em até noventa dias

Ricardo Brandt, Julia Affonso, Mateus Coutinho e Fausto Macedo

13 de julho de 2016 | 05h00

Otávio Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez. Foto: Marcos de Paula/Estadão

Otávio Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez. Foto: Marcos de Paula/Estadão

O ex-presidente da Andrade Gutierrez e quatro executivos ligados à empreiteira vão pagar R$ 9,73 milhões a título de multa para ‘ressarcimento das suas vítimas’ no esquema de corrupção e cartel instalado na Petrobrás entre 2004 e 2014. Os valores foram definidos nos acordos de delação premiada que os executivos firmaram com a Procuradoria-Geral da República.

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Em troca das revelações sobre como operava a máquina de propinas na estatal petrolífera, eles foram colocados em liberdade.

O acordo de Otávio Marques de Azevedo, o ex-presidente da segunda maior empreiteira do País, estabelece que ele vai pagar a multa mais alta: R$ 2,65 milhões.

Os ex-dirigentes Elton Negrão de Azevedo Júnior, Antônio Pedro Campello de Souza Dias, Flávio Gomes Machado Filho e Paulo Roberto Dalmazzo se comprometeram a pagar R$ 1, 77 milhão cada.

Eles são acusados de crimes de corrupçção, lavagem de dinheiro, ilícitos financeiros e tributários e de organização criminosa.

O pacto com a Procuradoria prevê que o montante arrecadado com as multas aplicadas aos delatores será assim dividido – 80% para ‘o ressarcimento das suas vítimas, apontadas oportunamente pelo Ministério Público Federal’; 20% ao ‘ressarcimento dos bens jurídicos ofendidos pelo crime de lavagem de dinheiro a ser destinado aos órgãos de persecução penal a critério do juízo’.

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