Delator diz que ‘pessoas poderosas’ e ‘partido do governo’ eram beneficiários do esquema na Petrobrás

Mário Góes contou à Polícia Federal que incluiu o próprio filho na rede de ilícitos porque 'nunca imaginou que pudesse ocorrer algum problema'

Redação

31 de julho de 2015 | 04h35

Por Valmar Hupsel Filho, Julia Affonso e Mateus Coutinho

Foto: Reprodução

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Em sua delação premiada, o lobista Mário Góes disse à Polícia Federal que achava que nunca teria problemas decorrentes da atividade ilícia que confessou ter praticado porque “pessoas poderosas e até o partido do governo” estariam sendo beneficiados do esquema. O delator não especificou quem seriam os ‘poderosos’.

VEJA OS 13 DEPOIMENTOS DE MÁRIO GÓES

Góes é apontado pela força-tarefa da Operação Lava Jato como operador de propinas de empreiteiras junto à Diretoria de Serviços da Petrobrás, cujos beneficiários finais eram o diretor Renato Duque e o gerente Pedro Barusco, segundo os investigadores.

A afirmação foi feita quando Góes explicava porque havia envolvido o filho, que aparece como sócio de uma das empresas usadas pelo lobista no esquema de negócios ilícitos.

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Ele afirma que “nunca imaginou pudesse ocorrer algum problema quanto a essa atividade ligada a Pedro Barusco, uma vez que segundo ele pessoas poderosas e até o partido do próprio governo estaria sendo beneficiado por esse esquema”.

Mário Góes está preso desde fevereiro de 2015. Os termos da sua delação premiada foram homologados nesta quinta-feira, 30, pelo juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações penais da Operação Lava Jato.

O novo delator da Lava Jato já prestou 13 depoimentos, nos quais apontou valores pagos por empreiteiras ao gerente da diretoria de Serviços da Petrobrás e indicou os caminhos do dinheiro ilícito.

Ele admitiu que usou suas empresas, a RioMarine e a Phad Corporation, para repasse de propinas e lavagem de dinheiro da empreiteira Andrade Gutierrez para a Diretoria de Serviços da Petrobrás.

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