Delação revela corrupção em obras de RS 600 mi em Belém

Delação revela corrupção em obras de RS 600 mi em Belém

Executivos de construtora firmaram acordo de colaboração premiada em maio e entregaram documentos que reforçam suspeitas de propinas para ex-prefeito da capital paraense, alvo principal da Operação Forte do Castelo, que tem sua segunda fase deflagrada nesta sexta, 14

Julia Affonso e Fausto Macedo

14 de dezembro de 2018 | 11h13

Duciomar Costa. 2004.
Foto: DIDA SAMPAIO/AGÊNCIA ESTADO/AE

A Polícia Federal, a Controladoria-Geral da União, o Ministério Público Federal e a Receita deflagraram nesta sexta-feira, 14, a segunda fase da Operação Forte do Castelo que investiga suposto esquema de corrupção em grandes obras da Prefeitura de Belém orçadas em R$ 600 milhões. Agentes da Polícia Federal cumprem mandados de buscas na capital paraense e em Brasília. O alvo maior da investigação é o ex-prefeito de Belém Duciomar Costa(PTB), o ‘Dudu’.

A Forte do Castelo 2 tem base na delação de executivos de uma construtora responsável pelas obras do Portal da Amazônia, a Macrodrenagem da Estrada Nova e o BRT-Belém. Eles fecharam acordo de colaboração premiada em maio e entregaram documentos que reforçam as suspeitas dos investigadores.

Em nota, a Controladoria informou que os delatores deram depoimentos e apresentaram documentação que implicam novos personagens no esquema vigente durante os dois mandados do ex-prefeito de Belém, em especial ex-secretários municipais, que tiveram intensa participação nos atos de direcionamento de licitações, além de acerto e recebimento de valores indevidos pagos pela construtora. Os percentuais de propina chegavam a até 8% dos contratos com a empresa.

A operação tem a participação de 20 policiais federais, dez servidores da Receita Federal, cinco auditores da CGU e dois procuradores da República para cumprir cinco mandados de busca e apreensão, em Belém e Brasília.

O nome “Forte do Castelo” faz referência à construção levantada sobre a Baía do Guajará, em 1616, ano de fundação da capital do Pará, a fim de conter ataques de saqueadores que rondavam a região.

A reportagem está tentando localizar os citados. O espaço está aberto para manifestação.

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