Defesa pede liberdade para diretor da Dersa

Defesa pede liberdade para diretor da Dersa

Pedro Paulo Dantas Amaral, alvo da Operação Pedra no Caminho, foi preso no dia 21 de junho, e teve a custódia temporária prorrogada nesta segunda, 25

Julia Affonso e Fausto Macedo

26 Junho 2018 | 16h40

Trecho norte do Rodoanel. Foto: AMANDA PEROBELLI/ESTADAO

A defesa do diretor da Departamento Rodoviário S/A (Dersa), Pedro Paulo Dantas Amaral, pediu ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) liberdade ao executivo, que é alvo da Operação Pedra no Caminho – investigação sobre desvios de R$ 600 milhões das obras do Rodoanel Norte. Pedro Paulo foi preso no dia 21 de junho e teve a custódia prorrogada na noite desta segunda-feira, 25, por ordem da juíza Maria Isabel do Prado, da 5ª Vara Federal.

Na mesma decisão, a magistrada também estendeu a prisão de outros seis investigados. Na lista está o ex-diretor-presidente da Dersa Laurence Casagrande Lourenço – ex-secretário de Logística e Transporte do governo Geraldo Alckmin.

Na avaliação do advogado Daniel Bialski, que defende Pedro Paulo, ‘é arbitrária a prorrogação de prisão’. Para o criminalista, o pedido de extensão da custódia ‘não trouxe qualquer fato concreto e nenhuma razão individualizada para tal justificativa’ e a juíza ‘igualmente em sua decisão apenas trouxe suposições, sem qualquer elemento concreto, para deferir a prorrogação’.

“Qualquer que seja a modalidade da prisão, ela é e deve ser excepcional, sendo a regra a liberdade”, afirma o advogado.

Daniel Bialski registrou que a decisão não menciona a participação direta e ou indireta de Pedro Paulo ‘em ilicitude e que pudesse alinhar elementos desfavoráveis e incriminadores’. O defensor requerer a revogação da prisão do diretor da Dersa ‘diante da flagrante e espúria coação de que é vítima’.

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