Defesa diz que Paulo Vieira está em cela de 9 metros com 11 presos

Defesa diz que Paulo Vieira está em cela de 9 metros com 11 presos

Advogado José Roberto Figueiredo Santoro diz que ex-diretor da Dersa está em 'local absolutamente insalubre, onde não é possível nem mesmo sentar ou deitar durante todo o dia e/ou noite'

Luiz Vassallo

15 de março de 2019 | 05h58

Paulo Vieira de Souza. Foto: Robson Fernandjes/Estadão

O advogado José Roberto Figueiredo Santoro pediu a transferência do ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, preso na Operação Lava Jato por suspeita de operar propinas para o PSDB. Atualmente, ele está na superintendência da Polícia Federal no Paraná e, segundo a defesa, cercado por outros 11 presos, em uma cela de nove metros quadrados. O defensor requer que Vieira de Souza vá para o Complexo Médico Penal, em Pinhais.

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O ex-diretor da Dersa estava preso na Polícia Federal em São Paulo desde o dia 19 de fevereiro, para acompanhar as últimas audiências da ação penal em que foi condenado a 145 anos de prisão, por desvios de R$ 7,7 milhões na estatal. Nesta quarta, 13, ele foi transferido para a carceragem da corporação em Curitiba, para cumprimento de mandado de prisão preventiva na Ad Infinitum, fase 60 da Lava Jato, em que é investigado por supostamente operar R$ 130 milhões em propinas no exterior para políticos do PSDB e agentes da Petrobrás.

Ele foi indiciado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Em depoimento aos agentes, Vieira de Souza afirmou que estava vivendo da administração de suas empresas que ainda estão ativas, e que se proclama inocente. O suposto operador tucano também disse estar usando uma tornozeleira eletrônica que está descarregada, mas apenas porque agentes não permitiram que a carregasse.

Em petição ao juiz Luiz Antonio Bonat, que assumiu a Operação Lava Jato, o advogado ressalta que ele ‘possui 70 anos de idade, reside com sua família em São Paulo, e atualmente, em razão de sua transferência para a DPF/PR, encontra-se preso em uma cela de aproximadamente 9 (nove) metros quadrados, com mais 11 (onze) presos acusados de toda sorte de crimes (inclusive hediondos), em local absolutamente insalubre, onde não é possível nem mesmo sentar ou deitar durante todo o dia e/ou noite’.