Defesa diz que Ciro ‘está fora do País’, mas não sabe onde

Defesa diz que Ciro ‘está fora do País’, mas não sabe onde

Criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, representa o presidente do PP, alvo de mandado de busca e apreensão pela Operação Lava Jato nesta terça-feira, 24, junto com o deputado Dudu da Fonte, também do PP

Luiz Fernando Teixeira

24 de abril de 2018 | 10h30

FOTO Lia de Paula / Agência Senado

O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), não está em Brasília enquanto a Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão em seu gabinete no Senado e no apartamento funcional. Segundo seu advogado, o criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro Kakay, o senador não está nem no Brasil.

“Esclarece a defesa que o senador se encontra fora do Brasil, não sabendo em qual país e que não foi possível ainda falar com ele”, afirmou Kakay, em nota.

O advogado afirma que a defesa desconhece ‘as razões da determinação judicial do ministro Fachin’.

Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, autorizou a operação, que mira também o deputado Eduardo da Fonte (PP), o Dudu da Fonte. Os dois estão sob suspeita de tentarem comprar o silêncio de um ex-assessor, testemunha que fez delação premiada e está sob proteção.

Ciro e Dudu são investigados em um inquérito no Supremo, aberto em setembro passado, sobre repasses a políticos do Partido Progressista.

Também é alvo dessa etapa da investigação o ex-deputado Márcio Junqueira (PROS-RR). Ele foi preso em caráter preventivo, apontado como o elo do senador e do deputado com o ex-assessor.

“É certo que o senador sempre se colocou à disposição do Poder Judiciário, prestando depoimentos sempre que necessário e, inclusive, já foi alvo de busca e apreensão”, afirma o advogado. “No momento, a defesa aguarda contato com o senador para poder ter o necessário instrumento de poderes que dará direito ao acesso aos fundamentos da medida de busca e apreensão.”

COM A PALAVRA, A DEFESA DE CIRO

O criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, declarou.
“O senador se encontra fora do Brasil, não sabendo em qual país e que não foi possível ainda falar com ele. Desconhece a defesa, até o presente momento, as razões da determinação judicial do Ministro Fachin. É certo que o senador sempre se colocou à disposição do Poder Judiciário, prestando depoimentos sempre que necessário e, inclusive, já foi alvo de busca e apreensão. Continuará a agir o senador como o principal interessado no esclarecimento dos fatos. No momento, a defesa aguarda contato com o Senador para poder ter o necessário instrumento de poderes que dará direito ao acesso aos fundamentos da medida de busca e apreensão.”

COM A PALAVRA, DUDU DA FONTE

O deputado Eduardo da Fonte disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que “confia na Justiça e em Deus”. “Estou à disposição da Justiça sempre”, afirmou.

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