Defesa de Witzel ainda avalia se vai entrar com recurso no STF ou STJ

Defesa de Witzel ainda avalia se vai entrar com recurso no STF ou STJ

Governador afastado do Rio tem até a próxima semana para contestar decisão do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justilça, que determinou perda das funções por 180 dias; ex-juiz deu entrada em hospital com infecção na manhã deste sábado, 29, foi medicado e liberado, informou PSC

Fernanda Nunes e Vinicius Neder/RIO

29 de agosto de 2020 | 18h39

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. Foto: Wilton Júnior / Estadão

A defesa do governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), poderá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves, que ordenou que ele deixasse o cargo por um período de até 180 dias, atendendo a pedido do Ministério Público Federal.

Segundo o advogado Ricardo Sidi, o prazo mínimo para o recurso é de cinco dias, que começam a contar a partir de amanhã. A procuradoria-geral da República acusou Witzel por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Conforme o PSC, o governador afastado passou mal na manhã de ontem e procurou o Hospital Copa D’Or, em Copacabana, zona sul da capital fluminense. “Após ser atendido e passar por exames, foi diagnosticado com infecção, medicado e liberado em seguida, retornando para o Palácio Laranjeiras”, diz a nota.

Witzel foi denunciado por participação em um esquema de corrupção envolvendo fraudes na saúde. Ontem, o governador em exercício e vice-governador, Cláudio Castro (PSC), deu expediente no Palácio Guanabara e se reuniu com o secretário de Saúde, Alex Bousquet. Castro – que também foi alvo de mandados de busca e apreensão anteontem – disse que nada deve tirar o foco da administração estadual “da pandemia”.

As investigações envolvem justamente gastos com o combate à covid-19 e incluem o depoimento, em delação premiada, do ex-secretário de Estado de Saúde Edmar Santos. O governador afastado negou as acusações, chamou a delação do ex-secretário de “mentirosa” e se disse vítima de perseguição política.

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