Defesa de Temer diz que Janot age com ‘nítido viés político’

Defesa de Temer diz que Janot age com ‘nítido viés político’

Antônio Cláudio Mariz de Oliveira ficou indignado com afirmação de Rodrigo Janot de que o ex-assessor do presidente Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures, é 'um verdadeiro longa manus de Temer'

Fausto Macedo, Fabio Serapião e Julia Affonso

03 de junho de 2017 | 17h06

Antônio Claudio Mariz de Oliveira. Foto: KEINY ANDRADE/ESTADÃO

O criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira declarou neste sábado,3, que o procurador-geral da República Rodrigo Janot age movido por ‘nítido viés politico’. Mariz ficou indignado com afirmação do chefe do Ministério Público Federal de que o ex-deputado e ex-assessor do presidente Michel Temer, Rodrigo Rocha loures, é ‘um verdadeiro longa manus de Temer’, ou seja, executor de crime ordenado pelo presidente.

“Dizer que o Sr. Rocha Loures é longa manus do presidente constitui mais uma assertiva do procurador-geral desprovida de qualquer apoio nos fatos e, portanto,  é uma afirmação fruto do seu desejo de pura e simplesmente acusar o presidente da República dentro de um quadro meramente ficcional”, declarou Mariz.

O criminalista vai se reunir na tarde deste sábado com o presidente para definir a estratégia de defesa de Temer.

Na avaliação de Mariz, o procurador-geral ‘tenta impressionar a opinião pública com uma afirmação que  apresenta-se não como uma declaração jurídica,  mas com nítido viés político’.

Segundo o defensor do presidente,  Janot não poderia proceder assim ‘porque o procurador é o fiscal do cumprimento da lei que tem o compromisso com a verdade dos fatos e com o ideal da Justiça’.

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