Defesa de Geddel pretende levar discussão sobre prisão à Turma do STF

Defesa de Geddel pretende levar discussão sobre prisão à Turma do STF

O caso pode ser discutido pelos ministros da 2ª Turma, da qual Fachin, que mandou encarcerar o peemedebista, faz parte

Beatriz Bulla / BRASÍLIA

19 de outubro de 2017 | 20h16

Geddel Vieira Lima. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Os advogados do ex-ministro Geddel Vieira Lima pretendem recorrer da decisão do ministro Edson Fachin que manteve a prisão preventiva do peemedebista. O caso pode ser discutido pelos ministros da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), da qual Fachin faz parte.

Em nota, a defesa de Geddel informou que irá recorrer à Turma para demonstrar que a prisão preventiva decretada é “medida ilegal, eis que fundada em diligências de investigação contaminadas pelos mais diversos vícios de nulidade, e desnecessária, pois não se baseia em qualquer dos pressupostos previstos em lei, inexistindo cautelaridade na sua manutenção”. A nota é assinada pelo advogado Gamil Foppel, responsável pela defesa do ex-ministro.

Fachin manteve a prisão preventiva de Geddel apesar do pedido da defesa para colocar o ex-ministro em liberdade. Em manifestação ao Supremo, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, considerou que o ex-ministro Geddel Vieira Lima “parece” ter assumido a posição de líder de uma organização criminosa. Para ela, a prisão preventiva do ex-ministro é “imprescindível” para a continuidade das investigações.

Geddel foi preso em julho por tentativa de obstrução de justiça, mas colocado em prisão domiciliar dias depois. No último dia 8 de setembro, o ex-ministro foi novamente preso preventivamente após a Polícia Federal encontrar o equivalente a R$ 51 milhões atribuídos a ele em um apartamento em Salvador (BA), na operação Tesouro Perdido.

Para Raquel Dodge, Geddel “fez muito em pouco tempo”. “A sua defesa não tem razão quando afirma que a apreensão destes quase R$ 52 milhões não é causa suficiente para um novo decreto de prisão. Não há registro histórico no Brasil de apreensão maior de dinheiro e, ao que tudo indica, dinheiro público desviado e ocultado ilicitamente”, escreveu Raquel. Segundo ela, o “valor monumental” indica a gravidade do crime.

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