Defesa de Garotinho diz que prisão foi ilegal e retaliação política

Defesa de Garotinho diz que prisão foi ilegal e retaliação política

Vanildo José da Costa Junior, que representa o ex-governador e sua mulher Rosinha, ambos presos nesta manhã na Operação Secretum Domus, sustenta que a Odebrecht alegou na Justiça ter sofrido prejuízo

Denise Luna/RIO

03 de setembro de 2019 | 14h11

O advogado dos ex-governadores do Rio de Janeiro Anthony e Rosinha Garotinho, presos na manhã desta terça, 3, por suspeita de superfaturamento na construção de casas em Campos dos Goytacazes, interior do estado, afirma que vai recorrer da decisão da Justiça e que a prisão dos dois ex-gestores é ilegal.

Os ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho. Foto: Marcos de Paula / Estadão

Segundo o advogado Vanildo José da Costa Júnior, a acusação da 2a Vara Criminal de Campos de Goytacazes não procede, já que a prefeitura da cidade pagou apenas por casas já concluídas pela construtora Odebrecht, que inclusive abriu processo para receber R$ 33 milhões da prefeitura de Campos por considerar ter tido prejuízo no empreendimento.

“A ação (da Odebrecht) ainda não foi julgada e em janeiro deste ano a Justiça determinou uma perícia que sequer foi realizada. A defesa estranha, portanto, que o Ministério Público fale em superfaturamento quando a própria empresa alega judicialmente ter sofrido prejuízo”, explica o advogado em nota distribuída à imprensa.

A defesa acusa ainda o judiciário de Campos e do Ministério Público Estadual de estarem agindo contra os ex-governadores após denúncia de Garotinho à Procuradoria-Geral da República sobre integrantes do MPE.

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