Defesa de executivo de empreiteira quer levar processo da Lava Jato para Justiça do Rio

Defesa de executivo de empreiteira quer levar processo da Lava Jato para Justiça do Rio

Diretor presidente da Divisão de Engenharia Industrial da Galvão Engenharia, Erton Medeiros Fonseca é acusado de participar de suposto cartel que fatiava obras na Petrobrás

Redação

21 de janeiro de 2015 | 18h52

Por Julia Affonso, Fausto Macedo e Ricardo Brandt

Os advogados que defendem o diretor presidente da Divisão de Engenharia Industrial da Galvão Engenharia, Erton Medeiros Fonseca, preso preventivamente no âmbito da Operação Lava Jato, querem que o processo deixe a Justiça Federal e seja acolhido na Justiça Estadual do Rio. O executivo é acusado de participar de um suposto cartel que fatiava obras na Petrobrás.

“A narrativa vaga de que os fatos apurados na ação penal em que o excipiente figura como réu tiveram origem em investigação iniciada em Londrina, não basta para avocar a competência do Juízo Federal de Curitiba”, diz o pedido da defesa.

Erton Medeiros. Foto: Polícia Federal

Erton Medeiros Fonseca. Foto: Polícia Federal

No documento de 13 páginas, os criminalistas afirmam que de acordo com a denúncia, os crimes teriam sido cometidos na sede fluminense da Petrobrás. Desta forma, o foro competente para o julgamento seria o do Rio.

“Requer, outrossim, caso não seja reconhecida a incompetência por esse r. Juízo, que seja traslada pela serventia cópia integral da ação penal, afim de instruir o procedimento autuado em apartado”, afirma o documento subscrito pelos advogados José Luis Oliveira Lima, Jaqueline Furrier e Camila Tores.

Na resposta à acusação contra o executivo, os criminalistas pedem a absolvição sumária das imputações de corrupção. Segundo o documento, em nenhum momento a denúncia da Procuradoria descreveu ou individualizou os supostos crimes que Erton teria cometido.