Defesa de Aécio volta a pedir julgamento no plenário do STF

Defesa de Aécio volta a pedir julgamento no plenário do STF

O julgamento dos pedidos de prisão, feito pela Procuradoria-Geral da República, e de anulação do afastamento do cargo no Senado, pelos advogados do tucano, está marcado para 14h desta terça-feira, 20

Breno Pires, Rafael Moraes Moura e Isadora Peron, de Brasília

20 de junho de 2017 | 13h27

Aécio Neves. Foto: Wilton Júnior/Estadão

BRASÍLIA – A defesa do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), na manhã desta terça-feira (20), voltou a pedir que o plenário do Supremo Tribunal Federal e não a 1ª Turma julgue os dois pedidos relacionados ao tucano: o de prisão, feito pela Procuradoria-Geral da República, e o de anulação do afastamento do Senado, feito pelos advogados. Trata-se de uma última tentativa, que vem horas antes do julgamento, marcado para as 14h desta terça-feira, no colegiado formado pelos ministros Marco Aurélio Mello, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux.

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Os dois recursos são contra a decisão do ministro Fachin de afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Há três hipóteses: mandar prender o tucano, devolver-lhe as funções parlamentares ou manter os efeitos do que foi decidido por Fachin em maio.

Na sessão, os ministros da Primeira Turma —— também julgarão os pedidos das defesas da irmã de Aécio, Andrea Neves, do primo Frederico Pacheco e do ex-assessor parlamentar Mendherson Souza Lima, que foram presos preventivamente por decisão de Fachin. As defesas pedem a revogação das ordens de prisão.

Na semana passada, no primeiro julgamento relacionado a esta investigação — o de uma questão de ordem apresentada pelo relator Marco Aurélio Mello —, a Primeira Turma do STF decidiu manter Andrea Neves presa. Na ocasião, Barroso, Rosa Weber e Fux mantiveram o entendimento do ministro Edson Fachin, que foi o primeiro relator do caso, antes da redistribuição para Marco Aurélio Mello.