Defesa da Andrade Gutierrez quer segredo nos diálogos de empreiteiro

Defesa da Andrade Gutierrez quer segredo nos diálogos de empreiteiro

Advogados de Otávio Marques Azevedo alegam conteúdo de 'cunho íntimo' nos diálogos pelo WhatsApp do delator da Lava Jato e revelam preocupação com privacidade dele e de seus familiares

Mateus Coutinho

19 de julho de 2016 | 13h20

Otávio Marques de Azevedo foi preso em 19 de junho de 2015. Foto: Reprodução

Otávio Marques de Azevedo foi preso em 19 de junho de 2015. Foto: Reprodução

A defesa do ex-presidente da Andrade Gutierrez e delator da Lava Jato Otávio Marques Azevedo solicitou ao juiz Sérgio Moro que todo o material das conversas do WhatsApp e mensagens SMS dos celulares do empreiteiro fiquem em segredo de Justiça.

No pedido, os advogados Juliano Breda e Flávia Trevizan alegam que existem nas mensagens material de “cunho íntimo” e pedem ainda que seja analisado quais conteúdos podem ser tornados públicos sem violar a privacidade de Otávio e sua família.

Na residência do executivo a Polícia Federal encontrou sete aparelhos celulares, sendo seis iphones e um Motorola e identificou milhares de mensagens entre Otávio e políticos como o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ex-ministro Paulo Bernardo, o ex-porta-voz de Dilma Thomas Traumann, o governador de Minas Fernando Pimentel, dentre outros.

As mensagens revelam o bom trânsito político e até o assédio que Otávio recebia de parlamentares, sobretudo de Eduardo Cunha, que chega a cobrar doações para seu correligionário Henrique Alves, e também marca reuniões entre o empreiteiro e o então vice-presidente Michel Temer (PMDB).

Há também diálogos do executivo com seus familiares que mostram seu apoio a políticos do PSDB, sobretudo o presidente do partido Aécio Neves, e ao “amigo” Fernando Pimentel (PT), candidato ao governo de Minas que Otávio indica para suas filhas votarem em 2014.

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