Defensoria fecha acordo para campanha pelos direitos de travestis e transexuais

Defensoria fecha acordo para campanha pelos direitos de travestis e transexuais

Agência Leo Burnett Tailor Mada vai desenvolver peça publicitária em até seis meses

Julia Affonso e Fausto Macedo

21 de setembro de 2016 | 10h17

Defensoria Pública do Estado de São Paulo. Foto: APADEP

Defensoria Pública do Estado de São Paulo. Foto: APADEP

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A Defensoria Pública de São Paulo – por meio de seus Núcleos Especializados de Defesa da Diversidade e da Igualdade Racial e também de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher – e a agência publicitária Leo Burnett Tailor Made assinaram termo de acordo pelo qual a agência se compromete a desenvolver uma campanha de promoção dos direitos de travestis e transexuais, com o apoio da Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais).

As informações foram divulgadas nesta terça-feira, 20, pela Defensoria de São Paulo.

O termo decorre da atuação da Defensoria após reclamações por causa de uma campanha criada pela agência em 2013, que comparava travestis e mulheres transexuais a peças de automóveis ‘falsas’, afirmando que ‘mais cedo ou mais tarde, você percebe a diferença’.

A agência, à época, ante a repercussão da campanha, após a inscrição em um concurso de publicidade, desculpou-se publicamente pelo conteúdo e entendeu ser importante atuar em favor dos direitos de travestis e transexuais.

“O acordo permite que o desfecho do episódio seja a produção de uma campanha positiva e cívica sobre os direitos da população trans, contando com a produção de uma grande agência de publicidade”, avalia a defensora pública Vanessa Alves Vieira.

Para a agência de publicidade Leo Burnett Tailor Made, a campanha inicial, que não chegou a ser veiculada, “foi enviada equivocadamente ao Festival do CCSP, e não está alinhada de maneira alguma com o modo de pensar e agir da agência: uma empresa que sempre respeitou e apoiou a diversidade”.

Para a ANTRA, “qualquer iniciativa que promova a visibilidade positiva de travestis e mulheres transexuais será bem-vinda. Ratificamos, assim, que a nossa instituição está aberta a dialogar com diferentes espaços que promovam ações que visibilizem a população trans e que possam desmitificar os estigmas sociais impostos a essa população que é vista ainda e tão somente pela ótica erótica, exótica ou negativa”.

O termo, assinado em 14 de setembro, prevê a elaboração da peça publicitária em até 6 meses.

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