Defensoria do Rio suspende gastos em meio à pandemia do novo coronavírus

Defensoria do Rio suspende gastos em meio à pandemia do novo coronavírus

Resolução mira despesas que não sejam extremamente necessárias por três meses, de forma a reorganizar as finanças e preparar a instituição para possíveis impactos financeiros

Redação

26 de março de 2020 | 07h00

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro suspendeu todos os gastos que não sejam extremamente necessários pelo período de três meses. A medida foi definida em resolução publicada nessa terça-feira, 14, e visa reorganizar as contas da instituição contra possíveis impactos financeiros mediante o avanço do novo coronavírus.

A lista de gastos não necessários inclui despesas com viagens, serviços, participação em eventos e obras de reparo ou construção de novas sedes no Estado. A compra de bens de consumo que não sejam essenciais ao trabalho da Defensoria também foi suspensa.

A resolução cria também um Comitê de Gestão de Crise, que deverá apresentar um levantamento de todas as licitações em curso com suas respectivas avaliações de impacto e prejuízo imediato, em caso de suspensão. O grupo também deverá elaborar um estudo orçamentário com as despesas existentes e a real necessidade de cada uma delas.

FOTO: GOVERNO DO RIO/DIVULGAÇÃO

Na terça-feira, 24, o defensor público-geral do Rio, Rodrigo Pacheco, destacou que a instituição também adotou medidas protetivas para garantir a saúde dos servidores, defensores, residentes e estagiários ao adotar o trabalho remoto – inclusive com a suspensão dos atendimentos presenciais.

“Um de nossos grandes desafios hoje é reinventar nossa forma de trabalho para que a população fluminense possa seguir confiante em receber nossos serviços. Temos pouco tempo para fazer isso, limitações de recursos materiais diante da rapidez com que tudo vem ocorrendo e das limitações que a realidade nos tem imposto”, escreveu Pacheco, em carta.

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