De donos de carros de luxo a financiadores de campanhas: CGU identifica 11 mil paranaenses de ‘alto padrão’ entre beneficiários do auxílio emergencial

De donos de carros de luxo a financiadores de campanhas: CGU identifica 11 mil paranaenses de ‘alto padrão’ entre beneficiários do auxílio emergencial

Levantamento da Controladoria Geral da União estima prejuízo de mais de R$7 milhões decorrente do recebimento indevido do benefício e trabalha agora para garantir devolução dos pagamentos

Redação

29 de junho de 2020 | 16h03

Aplicativo do Caixa Auxílio Emergencial, que permite acompanhar a análise do pedido. Foto: Rafael Melo/Estadão

Donos de barcos e carros de luxo, sócios de grandes empresas, financiadores de campanhas eleitorais e brasileiros residentes no exterior estão entre os mais de 11 mil paranaenses que receberam indevidamente o Auxílio Emergencial, segundo levantamento da Controladoria Geral da União (CGU).

Os investigados receberam ao menos a primeira parcela do benefício. Os demais pagamentos foram bloqueados pelo Ministério da Cidadania após indícios de fraude. A CGU informou que trabalha agora, em parceria com a Controladoria-Geral do Estado do Paraná, para acionar o grupo e exigir a devolução do montante, que ultrapassa R$7 milhões.

O benefício do governo federal foi desenhado para ajudar trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos e desempregados que perderam a principal fonte de renda diante da crise causada pela pandemia do novo coronavírus. Um dos critérios para receber a ajuda de R$600 ou R$1200 é ter renda familiar per capita de até meio salário-mínimo ou renda mensal total de até três salários mínimos.

De acordo com a Controladoria, ainda não é possível cravar que todos os 11.678 nomes identificados no relatório fraudaram o sistema. É possível que parte deles não tenha solicitado o recebimento do auxílio, mas tenha sido incluída de forma automática por estarem no Cadastro Único para programas sociais ou por serem beneficiários do Programa Bolsa Família. Há ainda a possibilidade de que o CPF tenha sido usado de forma indevida por outra pessoa.

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