Da leitura literária ao leitor plural

Eloisa Graziela Franco de Oliveira Hamasaki e Maria Regina de Jesus Nascimento*

14 Novembro 2018 | 05h00

Os dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2013 mostram que 71,35% dos alunos em fase de conclusão do 9.º ano do Ensino Fundamental não atingiram o nível mínimo de proficiência em Língua Portuguesa.

Tendo em mente o contexto da leitura em sala de aula, nos encontramos diante da defasagem apontada por esses índices do Saeb mas também de novas demandas de práticas de leitura vigentes na sociedade contemporânea, que não parecem estar ainda satisfatoriamente contempladas na escola.

Diante deste cenário, faz-se necessária a criação de propostas, viáveis para aplicação, que venham tanto a amenizar a demanda de formação de leitores plurais, tão solicitada na atualidade, quanto melhorar o nível de aproveitamento dos alunos frente a seu próprio desempenho escolar e, consequentemente, frente às avaliações externas.

Pensamos que alguns estudos que podem trazer contribuições nesse sentido podem ser os relacionados aos multiletramentos, à leitura, à leitura literária e à tecnologia voltada para o ensino. Dessa maneira, enfatizamos a necessidade de se fundamentar a prática com conceitos teóricos, oferecendo ao professor subsídios para o desenvolvimento de atividades voltadas à formação do leitor competente para a participação ativa na sociedade.

Na tentativa de apontar um caminho possível capaz de desenvolver a competência leitora, apontamos para o desenvolvimento de sequências de atividades que procurem aproximar as práticas escolares das práticas sociais relacionadas à leitura.

Pensamos que a apropriação da leitura literária, da leitura de textos híbridos e multimodais e de recursos que permitem a participação em comunidades virtuais pode favorecer a consciência crítica e o discernimento de que os alunos necessitam para fazer suas escolhas.

Além da necessidade da fundamentação teórico-metodológica, consideramos que o professor em sua prática, que em si encerra saberes, pode ir além, transformando e ampliando suas ações, ou readequando propostas de acordo com sua realidade.

*Eloisa Graziela Franco de Oliveira Hamasaki, professora de Língua Portuguesa do Colégio Marista Champagnat, M.a em Estudos da Linguagem

*Maria Regina de Jesus Nascimento, professora de Língua Portuguesa da SEED-PR,
M.a em Estudos da Linguagem

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