Curtindo o bloquinho e evitando golpes digitais no cartão de crédito

Curtindo o bloquinho e evitando golpes digitais no cartão de crédito

Ana Paula Siqueira*

20 de fevereiro de 2020 | 13h00

Ana Paula Siqueira. FOTO: DIVULGAÇÃO

Antes de entrar na folia do seu bloquinho de rua favorito, lembre-se:  celular, documentos, dinheiro e cartão estar guardados em uma pochete ou doleira, e nunca no bolso de bermudas ou em roupa intima (sutiã ou top).

Na hora de fazer uma compra, é sempre aconselhável acompanhar todo o percurso do cartão até o terminal de pagamento (a famosa maquininha) e ficar de olho no  seu cartão de crédito.

Prefira inserir o seu cartão na maquininha sem a ajuda de terceiros. E antes de digitar a senha, vale conferir se há pessoas olhando você digitar a senha. Confira  o valor exato da compra, já que vendedores mal-intencionados podem digitar quantias bem maiores do que as combinadas,  aproveitando-se da alegria do momento.

Também é importante conferir se o seu cartão devolvido pelo vendedor. Isso porque muitos golpes consistem em entregar cartões diversos daquele que foi usado para efetuar a compra. Por isso é vital conferir seu nome e os detalhes como a cor e a bandeira.

Os usuários de cartão virtual também podem ser vítimas de golpes durante o carnaval. Para esses casos, o seu aparelho celular deve ter, de forma essencial e obrigatória, senha para desbloqueio. Do contrário, os bandidos poderão realizar compras e transações financeiras sem o seu consentimento com muita facilidade. Nunca forneça a senha de nenhuma conta ou cartões de créditos a terceiros, em nenhuma circunstância. Nenhum funcionário dos bancos está autorizado a pedir para o cliente falar ou digitar sua senha ao telefone. Mantenha sigilo sempre, não forneça dados e nem tire fotos de seu cartão de crédito para comprovar a sua validade.

Nas redes sociais, jamais acesse o aplicativo do banco ou internet banking em redes wi-fi desconhecidas ou públicas. Nas compras pela internet, utilize sempre o cartão virtual.

Jamais use o celular de desconhecidos para acionar o seu banco, pois a senha ficará registrada no aparelho e poderá ser usada sem a autorização do correntista.

Caso, mesmo com todos os cuidados, você exagerou na folia e caiu no “golpe”,  entre em contato o quanto antes com o banco para solicitar o pedido de contestação do débito. Em seguida, faça um boletim de ocorrência, anote todos os protocolos de atendimento bancário e guarde os documentos que podem ser usados como prova em processos judiciais.

Bom carnaval!

*Ana Paula Siqueira, sócia de SLM Advogados e coordenadora do Programa Educacional de Proteção contra Cyberbullying e especialista em direito digital

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